Grande dia para nossa cidade, e para você meus queridos e queridas leitoras, não importa se noite, madrugada ou dia, comemore o aniversário da bela Rondonópolis! Agradeço o dia em que papai me trouxe para cá, homem de visão disse-me que estaríamos vindo para construir fortuna aqui, meu estranhamento foi total, criança metida a besta, com forte sentimento de superioridade, que normalmente o paulistano encara os outros estados, estranhei que havia poucos prédios aqui, papai me ensinou que a riqueza aqui era outra. A fortuna ainda não chegou, mas aqui fiz bens muitos maiores que qualquer riqueza material, aqui aprendi a chamar um lugar de lar.

Tenho viajado por todo o país, mas é aqui que me sinto em casa! Para que uma cidade continue pujante é fundamental que a classe empresarial seja forte, para manter o equilíbrio entre a classe empresarial e os trabalhadores assalariados existe a CLT ( Consolidação das Leis do Trabalho), que não permite ou dificulta que o empregado a parte mais fraca seja demasiada explorada, e o patrão tenha sua segurança como me ensinou o meu amigo e advogado Trabalhista, Júlio César Speranza Júnior, abraço irmão.

Sou filho de patrões, papai e mamãe sempre foram muito vigorosos com uma mentalidade capitalista, desde sempre empregadores, devido ao forte senso de ética de minha mãe nunca tivemos problemas trabalhistas, apesar de não cumprirmos rigorosamente as leis trabalhista naquele período. Ser patrão no Brasil é complicado, o lucro aqui é quase criminalizado, além de impostos que fazem você trabalhar quase 5 meses por ano, a legislação trabalhista emperra acordos mais livres entre as partes.

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Que o diga meu amigo Marcus empresário do ramo de Postos de Gasolina esse ano já pagou mais de R$ 150 mil em indenizações trabalhistas e lhe retirou a alegria em abrir o segundo Posto, Continue na fé irmão. Como a lei não permite que se flexibilize as relações o sistema acaba sendo bruto para ambos, patrão e empregado, um porque não pode contratar devido aos custos da contratação legalizada e os riscos da contratação ilegal.

Como o assunto seria muito complexo com esse texto podemos ajudar as duas classes , segue abaixo um apanhado geral para vocês patrões e empregados, com cinco pilares de como não receber as punições mais comuns na justiça do Trabalho e o empregado de conhecer seus direitos.

1. Vale transporte, alimentação e plano de saúde

O empregador deve fornecer, no início de cada mês, um adiantamento relativo aos custos com o transporte do trabalhador de sua casa até o trabalho e do trabalho até sua casa. Posteriormente a empresa pode descontar esses valores até o limite de 6% da remuneração bruta do empregado.

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Com relação ao vale alimentação e a planos de saúde ou odontológicos, a empresa não é obrigada por lei a colocar à disposição de seus colaboradores.

2. Intervalo para alimentação

A lei protege o direito do trabalhador de ter um intervalo para se alimentar durante o trabalho. A duração desse intervalo depende da carga horária de cada funcionário.

Para os funcionários que cumprem a carga horária de 8h diárias de trabalho, o intervalo deve ser de no mínimo uma hora e no máximo 2h. Para os trabalhadores que cumprem carga de trabalho superior a quatro e inferior a seis, o intervalo deve ser de no mínimo 15 minutos.

Já os empregados que trabalham 4h por dia não têm direito ao intervalo.

3. Jornada máxima de trabalho

A jornada máxima de trabalho no Brasil é de oito horas, sem contar, evidentemente, o intervalo para a alimentação. No entanto, é possível que um empregado trabalhe mais de oito horas em um único dia, desde que receba um adicional por hora extra e que essas horas extras estejam limitadas a no máximo duas por dia, ou seja, em hipótese alguma um empregado pode trabalhar mais de 10 horas em um único dia.

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4.Intervalo mínimo entre uma jornada e outra

Esta informação é importante para a montagem de escalas de trabalho, especialmente se o horário de trabalho dos funcionários varia dia a dia.

A lei estabelece que o horário mínimo entre uma jornada de trabalho e outra deve ser de pelo menos onze horas.

5. Adicional noturno e de periculosidade

O trabalhador que exerce suas funções no período noturno tem direito a receber uma remuneração 20% maior.

A lei considera como período noturno aquele compreendido entre as 22h de um dia até as 5h do dia seguinte. Já o trabalhador exposto a materiais inflamáveis, explosivos, energia elétrica ou violência física, recebem adicional de periculosidade no valor de 30% de sua remuneração.

Sabedores desses cinco pilares o patrão pode se proteger e o empregado evitar os abusos. Deixo com os senhores uma passagem da Bíblia que é conhecida como o bom Patrão e mamãe sempre fez questão que eu lê-se.

Mateus 20:1

Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha.

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