Foto: Reprodução / Hugo Gloss
Foto: Reprodução / Hugo Gloss

Claudia Leitte está próxima de alçar seu prometido voo internacional. A cantora divulgou nesta sexta-feira (11) o 1º single da nova fase durante encontro com jornalistas na sede do Twitter, em São Paulo.

Cantada em espanhol, “Corazón” tem a participação do porto-riquenho Daddy Yankee, fenômeno do Reggaeton, e será lançada oficialmente no próximo dia 17, exclusivamente no YouTube e no Tidal, plataforma do novo patrão, Jay Z.

A cantora está há mais de um ano sob as asas da Roc Nation, sociedade do rapper com o empresário Jay Brown, que gerência as carreiras de Rihanna, Shakira e Kanye West.

A previsão é que o disco seja lançado até julho do ano que vem. “Brown acredita muito em mim como artista. Isso me leva a acreditar na minha música, no meu disco”, disse, animada.

“Corazón” segue a linha de “We Are One”, canção defendida por Leitte, Pitbull e Jennifer Lopez na abertura da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, quando a imprensa estrangeira se encantou pela cantora. Tem a cara do pop americano, com beats eletrônicos, mas sem abandonar elementos tipicamente brasileiros, como percussão e cavaquinho. Ela conta que a mistura deixou os americanos fascinados.

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“Tem um cara gravando cavaco e timbau em Salvador e mandando para misturar com R&B e Hip hop”, explica. “Misturamos até arrocha com uma batida meio Drake”.

“Corazón” surgiu da sua vivência no Carnaval carioca, onde é rainha de bateria da escola Mocidade Independente de Padre Miguel. “A música tem uma sonoridade muito baiana, dá para sentir apesar da fusão, dessa mistura de ritmos, mas foi depois da Mocidade que o cavaquinho que está na música surgiu.”

Há um ano vivendo entre Salvador e Los Angeles, Claudia compôs e gravou 30 canções em inglês, espanhol e português. Algumas surgiram de uma nova parceira, a americana Kirby Lauryen. Também cantora, Lauryen é mais conhecida na Roc Nation por suas composições para Beyoncé, Rihanna e Ariana Grande.

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“Meu processo de criação com ela flui de uma maneira que parece encontro de almas. Escrevemos muitas coisas junto, me sinto íntima dela”, revela.

“Sonho americano”
O interesse da Roc Nation em Claudia Leitte surgiu antes mesmo da Copa do Mundo no Brasil, no final de 2013. Jay Brown sinalizou que queria conhecê-la, embora estivesse em uma viagem na África. “Eu não tinha agenda, o único dia disponível para conversar era aquele dia”, relembra. Ela então pegou o avião e cruzou o Atlântico em um ‘bate-volta’ de 24 horas. Jay se derretou: “Ele fala que eu sou ‘fucking good’, que eu sou ‘A’ brasileira”.

Sobre as próximas parcerias, ela faz mistério, mas diz que já conheceu os “amigos de trabalho”, entre eles, Will.i.Am, o produtor Timbaland e a até a mulher do dono. “A Beyoncé é muito simples. Eles todos são tão grandes, mas simples. É um paradoxo”.

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“Corazón” terá clipe gravado logo na semana que vem no Rio de Janeiro. A música é aposta da cantora para o Carnaval baiano do ano que vem, mesmo que em espanhol. “O importante é fazer música, levar alegria. O Psy já cantou comigo no Carnaval, Bono Vox foi para Salvador, Michael Jackson foi para o Pelourinho. Não importa a língua, mas sim o sentimento.

A indústria musical americana também lhe seduziu. A agenda regrada – “tem a hora da composição, da gravação e do processo criativo” — lhe fez olhar para o Brasil de outra maneira. “Aqui a gente tem muito talento e muito pouco incentivo. O ‘sonho americano’ é promovido por um incentivo, você paga seus impostos e sabe que o cara vai estudar música, artes”, observa. “Aqui a gente não tem investimento, a gente dá cara à tapa e aprende na raça.”

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