Em protesto contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de determinar votação secreta na eleição das chapas que irão compor a comissão especial do impeachment, deputados governistas quebraram urnas eletrônicas instaladas no plenário para escolher os integrantes do colegiado.

Policiais legislativos tentaram conter os deputados mais exaltados, mas não conseguiram impedir a depredação dos equipamentos. Em meio à confusão, houve empurrões entre parlamentares e seguranças. Alguns deputados que estavam próximos às urnas reclamaram agressões.

Apesar da confusão, o presidente da Câmara decidiu manter a votação. Então, líderes governistas subiram à Mesa Diretora para cobrar que Eduardo Cunha encerrasse o processo de escolha dos integrantes da comissão especial.

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O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), chegou a apontar o dedo para o rosto do presidente da Casa, que estava cercado por parlamentares governistas. Bastante exaltados, a líder do PC do B, Jandira Fegalli (RJ), e o deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE) gritavam no plenário criticando a decisão de Cunha.

Em meio ao momento mais tenso do tumulto, o presidente da Câmara determinou que o áudio da transmissão da TV Câmara fosse cortado. A emissora pública continuou transmitindo as imagens do plenário, mas sem áudio.

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