O número de pedidos de recuperação judicial em Mato Grosso aumentou 202%, de janeiro a novembro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. No total os pedidos acumulam 136 requerimentos. Já em 2014 chegaram à Justiça 45 solicitações. Além de recorde, o percentual é quase 4,5 vezes maior do que a expansão contabilizada no Brasil, no mesmo período.

Uma empresa responsável em comercializar matérias primas para construção, teve a solicitação de recuperação judicial autorizada pela juíza da 1ª Vara de Alta Floresta (929 Km de Rondonópolis), Milena Ramos de Lima e Souza. A empresa acumula dívida de R$ 16,144 milhões.

O grupo empresarial recorreu à Justiça alegando a necessidade de resguardar a continuidade de suas atividades e superar dificuldades financeiras.

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O administrador judicial vai ter remuneração de R$ 6 mil mensal, correspondente a 2% do valor devido aos credores submetidos a recuperação judicial. A magistrada ainda ordenou a suspensão de todas as ações ou execuções de cobrança na Justiça, bem como a exclusão do grupo empresarial de órgãos devedores como SPC e SERASA.

Conforme o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, o crescimento anual foi de 46,7%. Foram 1.137 ocorrências contra 775 apuradas nos onze primeiros meses de 2014. O resultado nacional é o maior para o acumulado desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências (junho/2005), como apontam os especialistas da Serasa.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A recuperação judicial é uma medida tomada a fim de evitar a falência de uma empresa. Pedida quando a corporação perde a capacidade de pagar suas dívidas, ela serve como meio para reorganização dos negócios.

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A norma é abordada no capítulo três da lei Lei de Falências e Recuperação de Empresas (LFRE), de 2005. Por meio dela a empresa mantém sua produção, o emprego dos trabalhadores e os interesses dos credores.

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