“O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo.” Aos gritos, estudantes contrários ao fechamento de escolas públicas em São Paulo obrigaram a emissora a tirar do ar um link que estava sendo feito na Avenida Paulista, em mais uma manhã de protestos na cidade.

A interrupção da entrada ao vivo obrigou Fátima Bernardes a improvisar um comentário: “Esse é um momento de muita tensão”. Em seguida, a apresentadora retomou as pautas de seu programa, o Encontro.

Às 11h50, Fátima chamou novamente a repórter Cristiane Amaral. Posicionada numa aérea afastada do tumulto, a jornalista conseguiu fazer o link sem ser interrompida.

A Globo revive agora a onda de hostilidade experimentada durante os protestos anti-governo nos últimos dois anos. Em várias ocasiões, equipes do canal foram alvo de xingamentos e ameaças de agressão.

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Jornalistas viram alvo

Nos últimos dias, jornalistas de diferentes veículos ficaram sob pressão popular. Equipes da Globo e da ESPN sofreram intimidação ao tentar cobrir a final da Copa do Brasil no estádio Allianz Parque, em São Paulo.

O narrador Cleber Machado e os comentaristas Casagrande, Caio Ribeiro e Paulo César de Oliveira foram impedidos de entrar na arena e voltaram para o estúdio da Globo, de onde transmitiram a partida entre Santos e Palmeiras.

No Rio, o repórter e apresentador Daniel Penna-Firme, do SBT, sofreu agressão física ao fazer matéria sobre o protesto de estudantes da UERJ pelo atraso no pagamento de bolsas e salário de funcionários da universidade.

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