Ser goleiro no Palmeiras é conviver com a sombra de grandes ídolos. Leão, Oberdan Cattani, Marcos, Valdir Joaquim de Moraes, Velloso e Sérgio fizeram história na meta do time alviverde. Fernando Prass, no entanto, mostrou na noite desta quarta-feira que pode também marcar época no clube.

O goleiro palmeirense tornou-se o grande nome da conquista do tricampeonato do Palmeiras na Copa do Brasil. Durante a campanha, o camisa 1 defendeu duas cobranças de pênaltis, nas decisões contra Fluminense e Santos. No fim, ainda converteu a penalidade que confirmou o título.

Até chegar ao status de herói do time, Prass também foi fundamental no retorno do time à Série A em 2013. No ano seguinte, apesar de desfalcar o Palmeiras por 23 jogos do Campeonato Brasileiro, o goleiro liderou a equipe na reta final da competição, ajudando o clube a se livrar de mais um rebaixamento.

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Na temporada 2015, Prass assumiu de vez a condição de ídolo. No caminho até a noite desta quarta-feira, o camisa 1 ainda levou o Palmeiras à final do Paulistão. Na semifinal da competição, o goleiro defendeu dois pênaltis na decisão com o Corinthians — na ocasião, Elias e Petros pararam em Prass.

No estadual, não conseguiu fazer defesas na decisão por pênaltis contra o Santos. O troco, porém, viria sete meses depois, novamente contra o time da Vila Belmiro. E nenhum jogador brilhou tanto como o goleiro. “Isso é mágico. Tenho que dormir e acordar amanhã para saber se é verdade”, disse.

Revelado pelo Grêmio, o goleiro de 37 anos também brilhou com a camisa do Vasco antes de chegar ao Palmeiras. No time carioca, também foi campeão da Copa do Brasil, em 2011. Quatro anos depois, repetiu a façanha.

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Nos 90 minutos da segunda final contra o Santos, o herói palmeirense evitou um gol logo no começo do primeiro tempo. No jogo de ida, na Vila Belmiro, salvou um certo de Ricardo Oliveira, também na etapa inicial.

Depois de salvar o time nas duas partidas, Prass ainda brilhou nas cobranças de pênaltis. Primeiro, ele defendeu o chute do zagueiro Gustavo Henrique. Na sequência, viu Rafael Marques desperdiçar a cobrança e todos santistas converterem.

Na última bola, como batedor, sobrou tranquilidade. “Tenho confiança na cobrança porque treino muito e meu aproveitamento é alto”, disse o herói palmeirense.

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