Mais de 57% dos homicídios dolosos ocorridos na Grande Cuiabá no ano de 2015 foram esclarecidos pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. De 362 assassinatos ocorridos até o dia 14 de dezembro, 207 estão solucionados com autoria definida nos inquéritos policiais.

As estatísticas são da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), apresentadas à imprensa, na manhã desta quarta-feira (16.12), na sede da Diretoria Geral da PJC, pela delegada titular da Especializada, Anaíde Barros, o diretor Metropolitano, Miguel Rogério Gualda Sanches, e o delegado geral, Adriano Peralta.

A DHPP também apresentou o resultado final da operação Sicários II, iniciada em agosto para conclusão de inquéritos policiais de homicídios. A operação finalizou no último dia 5 de dezembro com 229 casos concluídos, sendo que 72% deles tiveram os autores identificados responsabilizados nos homicídios praticados em Cuiabá e Várzea Grande.

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Na operação Sicários I e II foram concluídos 414 inquéritos de assassinatos ocorridos na Grande Cuiabá, em 2015 e também em anos anteriores. A primeira fase da Sicários, inserida no plano operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública para os primeiros 100 dias, começou no dia 21 de janeiro e terminou em 30 de abril, com a conclusão de 185 inquéritos de homicídios em Cuiabá e Várzea Grande. “As duas Sicários ainda não é o resultado de tudo que a Delegacia produziu neste ano. Somente no começo de janeiro que teremos o fechamento total da produtividade”, disse a delegada Anaide Barros.

De acordo com a delegada, a taxa de resolutividade dos crimes, 57,18%, é resultado de empenho da Delegacia de Homicídios em duas fases da operação Sicários, de forças-tarefa para atuar em locais com índices maiores de homicídios, como a região do bairro Pedra 90 e agora os recentes homicídios no bairro Pedregal, que estão em investigação.

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Dos 362 assassinatos em 2015, a delegada ressalta que apenas 14 deles, representando 3% do total, iniciaram com autos de prisão em flagrante. “Isso significa que essa identificação de autoria é um trabalho genuíno da Delegacia de Homicídio. É um trabalho de investigação da Polícia Judiciária Civil, que começa no local do crime”, afirmou Anaide.

Conforme a delegada, a DHPP trabalha com a política de resultados e para isso tem em seu quadro policiais compromissados na solução dos crimes. “Neste ano trabalhamos na valorização e qualificação do nosso servidor. Os policiais da DHPP estão cada dia mais qualificado para trabalhar com a investigação de homicídio e esperamos ampliar o trabalho no próximo ano”, declarou.

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O delegado geral da Polícia Judiciária Civil, Adriano Peralta, informou que uma nova força-tarefa foi constituída para esclarecimento de 62 inquéritos policiais com características semelhantes, cujos crimes ocorreram em 2013, 2014 e 2015. “Já iniciando uma força tarefa com policiais de várias unidades que vão trabalhar especificamente em 62 inquéritos com características próprias, crimes de execução”, disse.

De acordo com Peralta, boa parte dos homicídios tem como motivação o tráfico de drogas, seja na disputa por espaço, dívida ou rixa. “Um dos motivos envolvendo isso é porque a nossa localização é muito ruim, muitas dessas mortes o que fomenta tudo isso é o tráfico de entorpecentes. E baixar esses índices é meta prioritária de qualquer governo, de qualquer Secretaria de Segurança Pública no mundo todo”, finalizou.

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