Na última semana, uma notícia pegou de surpresa os jogadores de vôlei: o cubano Leal, que atua pelo Cruzeiro, conseguiu a naturalização e é, oficialmente, um brasileiro. Segundo as regras da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), porém, o ponteiro não poderá disputar as Olimpíadas do ano que vem pelo Brasil e terá que esperar dois anos para poder ser chamado. O jogador de 23 anos, que defendeu Cuba no Campeonato Mundial de 2010, competição que foi eleito o melhor atleta do torneio, é um dos destaques da Superliga desta temporada. Murilo, ponteiro da seleção brasileira e jogador mais experiente da atual geração, não gostou da ideia de ter Leal como possível companheiro de time a partir de 2018:

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– Eu acho que não cabe a mim, não é um caso específico, mas eu particularmente não gosto destas naturalizações. Quem já jogou contra outra seleção, a gente já jogou contra ele em uma final de Mundial, não deveria poder se naturalizar. Eu lembro contra quem eu joguei a final do Mundial de 2010. Não sei se a gente acaba incentivando isso acontecer com frequência. Não é uma decisão minha, mas se ele for convocado e eu também, será meu companheiro de time, vou tratar como os outros, sem problema nenhum, vou receber bem – disse Murilo, lembrando que o cubano atuou na decisão do Mundial de 2010 contra o Brasil.

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O técnico Bernardinho ainda não se posicionou oficialmente sobre a naturalização de Leal. A Confederação Brasileira de Vôlei também não se pronunciou sobre o assunto. Apesar de achar que não vale a pena naturalizar um cubano, Murilo sabe da capacidade dos atletas nascidos na ilha caribenha:

– A gente sabe do potencial físico dos cubanos, sacam, atacam, bloqueiam, tudo acima da média do vôlei. Já joguei com o Denis e Cardona, no dia a dia eles impressionam pela força física. São pessoas tranquilas – disse, se referindo a atletas cubanos que já atuaram por clubes brasileiros, mas jamais pela seleção.

SIDÃO E SERGINHO APROVAM

Companheiros de Murilo no Sesi-SP, Sidão e Serginho também foram pegos de surpresa com a notícia da naturalização de Leal. Os medalhistas olímpicos deixaram claro que a decisão fica a critério de Bernardinho, mas aprovaram a ideia:

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– Isso veio para somar, de der certo ele for convocado. Todas as seleções do mundo fazem isso. É um baita jogador, se vier vem para somar – disse Sidão.

– Se tratando de Leal, cabe em qualquer seleção, potencial de ataque e saque, é um jogador fora do normal. Mas isso não é um problema meu, mas por mim será um grande reforço. Não cabe a mim decidir – disse Serginho.

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