O dólar fechou acima de R$ 4 pela primeira vez desde o dia 1º de outubro, após o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, reafirmar nesta segunda-feira (21) o compromisso do governo com a meta de superávit de 0,5% do PIB para 2016 e dizer que vai propor definir uma idade mínima para a aposentadoria.

Barbosa toma posse do cargo que era ocupado por Joaquim Levy nesta tarde em Brasília. A troca de ministros foi anunciada na sexta-feira (18) e desagradou investidores, que temem que a troca represente um passo atrás no compromisso com o ajuste fiscal.

A moeda norte-americana teve valorização de 1,92%, cotada a R$ 4,0228.

A última vez que o dólar fechou acima de R$ 4 foi no dia 1º de outubro.

No mês de dezembro, o dólar acumula alta de 3,5%. Já em 2015, a moeda avança 51%.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h29, subia 0,73% a R$ 3,9759.
Às 9h49, subia 0,98% a R$ 3,9855.
Às 10h18, subia 1,48% a R$ 3,9828.
Às 11h09, subia 0,70% a R$ 3,9746.
Às 11h19, subia 0,68% a R$ 3,9738.
Às 11h49, subia 0,562% a R$ 3,9690.
Às 13h, subia 1,348% a R$ 4.
Às 13h09, subia 1,589% a R$ 4,0095.
Às 13h20, subia 1,89% a R$ 4,0214.
Às 13h29, subia 2,33% a R$ 4,038.
Às 13h39, subia 2,19% a R$ 4.033.
Às 13h49, subia 2,247%, a R$ 4,0355.
Às 14h40, subia 2,00%, a R$ 4,0249.
Às 15h15, subia 1,83% a R$ 4,0191.
Às 15h58, subia 1,95%, a R$ 4,0239.
Às 16h38, subia 1,71%, a R$ 4,0146.

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“Mais flexível na condução das políticas de ajuste fiscal necessárias ao equilíbrio das contas públicas, o ministro Barbosa, neste momento, representa um retrocesso”, escreveu o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva em nota a clientes, segundo a agência Reuters. “As apostas majoritárias recaem sobre o aprofundamento da crise”, acrescentou.

A escolha de Barbosa, anunciada na sexta-feira, foi entendida como uma clara sinalização de que a presidente Dilma Rousseff pretende promover mudanças na política econômica. Barbosa tem um pensamento mais alinhado ao de Dilma, com mais foco na retomada do crescimento em meio ao agravamento da recessão e da crise política.

Outro motivo para a alta recente da moeda norte-americana foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acatar as principais teses do governo sobre o rito do processo de impeachment.

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Operadores vêm reagindo bem à possibilidade de afastamento da presidente, com alguns avaliando que isso poderia destravar o ajuste fiscal, segundo a Reuters. Outros salientam, porém, que a incerteza política tende a atrasar ainda mais a implementação de cortes de gastos e aumentos de impostos.

“A chance de haver um impeachment diminuiu e o mercado não gosta disso”, disse o à Reuters operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Pesquisa Datafolha feita com deputados federais mostra que há mais parlamentares decididos a votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff do que os que anunciam ser contrários ao afastamento dela, mas nenhum dos dois lados já tem os votos suficientes para sair vencedor, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira.

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O Banco Central deu continuidade, nesta manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, com oferta de até 11.260 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

Na sexta-feira (18), o dólar fechou em alta, após o então ministro da Fazenda, Joaquim Levy admitir que conversava com a presidente Dilma Rousseff sobre saída do comando da pasta. A alta também refletiu a decisão do STF de mudar o rito do impeachment. A moeda fechou a R$ 3,9468, em alta de 1,48%.

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