Reunião na Prefeitura com a Santa Casa de Rondoópolis 01. Foto:Varlei Cordova/AGORAMT
Reunião na Prefeitura com a diretoria da Santa Casa de Rondonópolis – Foto:Varlei Cordova/AGORAMT

Seis dias após a diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis convocar a imprensa para informar sobre a falta de repasses, a Prefeitura Municipal e a entidade filantrópica chegaram a um acordo nesta quarta-feira (2). O fato foi comunicado durante uma coletiva de imprensa realizada hoje na sala de reuniões anexa ao gabinete do prefeito, Percival Muniz.

Durante a fala, o prefeito mencionou a importância da parceria com a Santa Casa e garantiu que será repassado cerca de R$ 970 mil, valores atuais que a entidade filantrópica tem a receber. A previsão que uma parte da parcela, cerca de R$ 526 mil, seja paga ainda neste mês e o restante no mês de janeiro, que deverá ser pago com o dinheiro devolvido pela Câmara Municipal ao executivo.

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“A Santa Casa prestou o serviço e a Secretaria Municipal de Saúde autorizou, pois, o cidadão precisa ser atendido. Então, a Santa Casa prontamente fez o serviço conforme a tabela SUS, que está defasada há 12 anos, e ela precisa receber. A entidade é importante para a população, é importante esta parceria com a Santa Casa, que atende bastante gente, se fosse para o serviço ser prestado por nós sairia mais caro que na tabela do SUS, ” disse o gestor.

Ainda segundo o prefeito, a partir do próximo ano, só deverá ser encaminhado a Santa Casa, casos graves. “Nosso teto é fixo, nós não podemos extrapolar, o que precisamos é que o governador credencie o nosso município, para realizar procedimento de alta complexidade e cardiologia, ” disse Percival.

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De acordo com a secretária Municipal de Saúde, Marildes Ferreira, no caso da cardiologia, Rondonópolis já possui toda a estrutura necessária para atender a população, porém devido à falta de habilitação do SUS, os pacientes têm que ser atendidos somente em Cuiabá, ocasionando vários transtornos. “Ser atendido em Cuiabá acaba saindo mais caro do que habilitar Rondonópolis para realizar estes procedimentos, cada vez que uma ambulância de UTI vai e volta de Cuiabá custa ao município mais de R$ 7 mil” disse Marildes.

A secretária ainda explicou que a habilitação do hospital depende do governo do Estado. “Vieram dois profissionais do Ministério da Saúde, fizeram o check list e disseram que estava tudo certo. Contudo averiguaram que apenas o governador é quem pode pedir este remanejamento para a Santa Casa, ” disse Marildes.

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Ela ainda revelou que a situação pode se agravar devido ao comunicado do Ministério da Saúde quanto ao repasse do SUS ao município. “Fomos comunicados que o valor do teto de R$ 1, 8 milhão deverá diminuir, além da Santa Casa, nós temos também outras unidades também para atender e a situação fica mais complicada porque acabamos arcando com procedimentos que não são nossos, já que o Estado não cumpre e não faz este ressarcimento, ” informou Marildes.

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