O Tribunal de Contas de Mato Grosso vai dar um salto ao encontro da sociedade e buscá-la como parceira na fiscalização do uso do dinheiro público. Para tanto, está fortalecendo a estrutura técnica para recepção e investigação de denúncias. Segundo o novo presidente, conselheiro Antonio Joaquim, que foi empossado em sessão solene realizada nesta quinta-feira (17), a instituição vai fazer vingar o lema “Chame o TCE”.

A ação foi anunciada como parte da nova forma de atuação do TCE-MT a partir de 2016. O presidente empossado explicou que o Tribunal de Contas fará uma correção de rumo de 180 graus, deixando o modelo de trabalho voltado para a instrução de processos de contas anuais para o de fiscalização e auditoria em processos de atos de gestão.

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O novo modelo será pautado em critérios de materialidade, relevância e risco e terá como lastro informações estratégicas e de inteligência. A intenção é ganhar em agilidade e dar respostas mais rápidas nas áreas que movimentam maior volume de recursos ou que mais impactam no dia a dia da sociedade.

“Durante a elaboração do planejamento estratégico para o período de 2016 a 2021, chegamos à conclusão que o modelo estava se esgotando e não permitia evolução e aperfeiçoamento da fiscalização e auditoria”

O conselheiro Antonio Joaquim disse que o TCE-MT está tendo a coragem de realizar a mudança de modelo apesar de a instituição ser uma referência entre os 34 Tribunais de Contas brasileiros e receber visitas com frequência de TCs interessados nos procedimentos. “Durante a elaboração do planejamento estratégico para o período de 2016 a 2021, chegamos à conclusão que o modelo estava se esgotando e não permitia evolução e aperfeiçoamento da fiscalização e auditoria”, disse.

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Sobre o enfrentamento à corrupção, evidenciado em processos como a Operação Lava Jato, o novo presidente disse que o Brasil está sendo passado à limpo em uma ação com participação direta dos órgãos de controle. “Espero que esse seja um processo irreversível. Quem não gosta de ser fiscalizado tem que sair da vida pública”, afirmou

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