No próximo dia 18 de dezembro, às 19h00, Hermélio Silva lança o livro de contos e crônicas “A evolução”, no Pesque Pague do Jailton, num jantar de adesão, acompanhado de um show com a Banda Marinho e Seus Beat Boys.

O livro estava pronto para ser lançado em 2011 pela Editora Komedi, mas com alguns imprevistos e a mudança para Rondonópolis, adiou o projeto. Agora, revisto e mais robusto com novas produções resolveu colocar à disposição do público. São 23 textos, colocados numa ordem como se os personagens principais fossem crescendo, numa linha do tempo, dando a impressão que sai de uma história e entra na outra. No entanto, afirma que não foram construídos nessa ordem, e sim à medida que fluía o assunto.

Segundo o autor “Dá a impressão que o ‘Bebê-peão’, foge para o conto ‘Coisas de vó’, depois muda de gênero e pula para o conto ‘Ana Júlia’. Tempos depois vai lá para a Vila Operária pedalar na sua Monareta linda. Torna-se um ‘Baiano’ na crônica ‘DDI com Raul Seixas’, e já caducando desfecha o livro no conto ‘Vovô-cowboy’”.

O seu primeiro livro foi lançado em 1994, quando trabalhava no jornal A Tribuna. Foi um trabalho incipiente, mas fundamental para continuar escrevendo. Nunca ganhou dinheiro com os livros, mas sente um imenso prazer quando recebe críticas a respeito dos seus textos. Escreve contos, crônicas, poesias, biografias, romances, serial killer, entrevistas e tem até um trabalho sobre ritos de eventos: “Cerimonial: não tenha medo!, publicado em 2014.

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Gosta de citar os lugares onde já lançou seus livros. Desde o Grand Beer, Livraria Atual, em Rondonópolis, como o Tonico’s, Livraria Cultura-Shopping Iguatemi e Café Filosófico da CPFL, Campinas, São Paulo e, no evento da Embrapa Pantanal, em Corumbá, Mato Grosso do Sul.

“Sempre achei que o mais importante é a ideia, a história. O resto vem depois. Se tiver dinheiro banca as revisões, se não tiver busca um meio. O tempo sazona seu texto. Isso é tudo”, diz Hermélio Silva.

O escritor diz que se interage com seus leitores. Alguns privilegiados leem os textos antes da publicação, até mesmo durante a construção e opinam. Também ouve as histórias de amigos e a partir dali constrói belas crônicas. Apresenta dois textos provocados pelos vereadores Cláudio da Farmácia e Roni Magnani.

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“Rondonópolis é a última flor do Lácio para mim. Acrescento “rica” no famoso soneto do Bilac: Língua Portuguesa. Estamos acostumados a receber livros de presente, talvez bancados pelas leis de incentivo à cultura, pelo estado. Não se vende livro em Rondonópolis, quiçá no Mato Grosso. É um parto a fórceps publicar um livro aqui nas plagas de Rondon. A desistência é iminente. Não se lê. E o mais engraçado é que grande parte das pessoas passam pelo “portal” do Facebook e se acham de toga, de pelerine, de capelo, até de fardão para criticar, por criticar”.

Conforme a filósofa Regina Negreiros, que apresenta o livro, “Ao terminar de ler, deparei-me com uma inquietude, por não saber qual o desenrolar da história, qual o desenlace final… Esse foi na verdade o momento mais tenso; o fim sem fim. E esse é o segredo de um bom escritor: deixar fluir no leitor a criatividade e a imaginação”.

A capa do livro foi cedida pelo famoso Professor Paulo Branco, que já fez capas para Rubem Alves e Ziraldo, ilustrou a Playboy e o Pasquim, e, produziu a capa do livro “DDI com Raul Seixas”, de Hermélio Silva. Também ilustram o livro os profissionais: Valcides Arantes, Luiz Artes, o cubano Ariosa, Wander Melo e até o deputado federal Adilton Sachetti.

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Prefaciado pelo professor e escritor Luiz Roberto Saviani Rey (PUC-Campinas-SP), propõe que “a leitura atenta das crônicas e dos contos de Hermélio Silva contidos nesta magnífica obra nos revela essas visões dos grandes autores, sua capacidade de captação dos estados psicológicos emergentes das diversas situações, relatados com criatividade, elegância textual, seleção natural de um vocabulário simples e ao mesmo tempo complexo. Seus contos têm aquilo que é substancial para Mempo Giardinelli: vitalidade”.

O autor buscou parceiros para realizar o projeto, no sistema crowdifunding – uma vaquinha, como costuma citar -, e declina seus nomes: Barcos Taquari, Pesque Pague do Jailton, Famas Gráfica Rápida, Livraria Atual, Jair Matias Cabeleireiros, Tecválvulas, Prefeitura de Rondonópolis, Mega 99FM, Art Vidros e Asscon.

Convites para o lançamento limitado a 250 convidados, podem ser adquiridos com o autor, pelo fone: 9675-7275.

 

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