Sítio onde residia seu Jonas Mattos com a família - Foto: Reprodução / Facebook
Sítio onde residia seu Jonas Mattos com a família – Foto: Reprodução / Facebook

Os índios bororos invadiram uma das terras localizadas no distrito de Jarudore, em Poxoréu (MT). Contudo, de acordo com a liminar, as famílias de não-índios têm até hoje (18) para desocuparem as propriedades rurais.

De acordo com moradores, os índios estão na propriedade onde vivia seu Jonas Mattos e a esposa. Eles contam que os índios estão impedindo que o produtor rural retire o restante das coisas da propriedade.

De acordo com a decisão, os índios só podem entrar na terra após a autorização da Justiça.

A Polícia Federal já foi acionada e deve comparecer ao local.

ATUALIZAÇÃO 

às 13h16 – Os índios voltaram atrás e saíram da terra para aguardar a decisão da Justiça. O produtor rural que vive na propriedade aguarda a chegada da Polícia Federal para fazer a retirada do restante das suas coisas.

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Entenda o caso

A Justiça Federal determinou que as famílias de não-índios deveriam desocupar três áreas no distrito no prazo de 90 dias para desocupar voluntariamente as terras. As propriedades estão em uma área que segundo o Ministério Público e a Fundação Nacional do Índio (Funai) pertence aos índios da etnia Bororo.

Por outro lado, as advogadas Andréia Andrade Mattos e Jhoane Marrara, que atendem aos moradores de Jarudore, explicam que o conflito atual pela disputa da área ocorreu devido a ineficiência do poder público. Elas afirmam que a colonização da região ocorreu no início da década de 30 por incentivo do Governo Federal e que posteriormente, os índios bororos vieram a usar a área como ponto de apoio para descanso quando realizavam suas viagens de uma aldeia a outra.

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De acordo com Mattos e Marrara, o Governo do Estado em 1958 entendeu que a região não era mais usada pelos indígenas como ponto de apoio e por meio da Lei 1.192 de 20 de dezembro tornou o território o Distrito de Paz de Jarudóri, dando posse aos moradores que se encontravam no lugarejo.

Em dezembro de 2015, o desembargador Gercino José da Silva Filho, ouvidor agrário nacional da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo recomendou a suspensão do mandado para a desocupação das áreas para evitar que ocorresse um conflito na localidade.

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