Quando o estresse faz parte da rotina, a pele é uma das mais afetadas. A tensão provoca alterações hormonais diversas no corpo e libera algumas substâncias na corrente sanguínea. Com isso, há uma queda na imunidade e o corpo fica mais vulnerável a infecções e outros problemas. “No rosto, por exemplo, é visível o surgimento de descamações, áreas avermelhadas e ressecadas, olheiras e pele sem brilho”, conta o dermatologista Anderson Bertolini, diretor médico da Clínica Bertolini, em São Paulo. Peles oleosas também ficam com os poros mais dilatados e a derme mais grossa. Conheça outros problemas da pele estressada e veja dicas para amenizá-los, além – é claro – de combater o estresse.

Acne

Cravos e espinhas são muito mais comuns na adolescência, mas podem surgir na fase adulta por alguns fatores, incluindo o excesso de tensão. “O estresse aumenta a produção das glândulas sebáceas e deixa a pele mais oleosa, favorecendo o surgimento da acne”, explica o dermatologista Anderson.

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A primeira recomendação dos dermatologistas é não cutucar esses cravinhos. “Os micro-organismos presentes nas unhas podem causar um processo inflamatório na acne, piorando o estado da pele e aumentando as chances de virar uma cicatriz”, afirma o dermatologista Fernando de Freitas, de São Paulo. Em vez disso, lave o rosto duas vezes por dia com sabonete neutro, use apenas produtos indicados por seu médico para a sua pele e evite abusar de doces, frituras e gorduras, que aumentam a oleosidade da pele.

Alergias

Segundo o dermatologista Anderson, o estresse age nas células do tecido conjuntivo associadas às reações alérgicas, chamadas mastócitos. “Com isso, aumenta a coceira e o prurido”, diz o médico. Para evitar que a alergia de pele piore, adote as dicas da dermatologista Pietra Martini, da Clínica Priméra, em Campinas (SP):

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– Aplique uma camada espessa de hidratante com filtro solar na área afetada para evitar manchas;

– Lave a pele apenas com água fria enquanto houver alergia;

– Evite coçar, para não aumentar a lesão;

– Caso a irritação persista, consulte um dermatologista.

 

Dermatite Seborreica

Essa doença provoca lesões avermelhadas e que descamam a pele – sobretudo o couro cabeludo – e é causada por um fundo chamado pityrosporum ovale, que se alimenta do sebo produzido pelas glândulas da pele. Segundo a dermatologista Thais Pepe, médica especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite seborreica é facilmente tratada. “Os tratamentos costumam envolver o uso de xampus que combatem oleosidade, caspa ou fungos; loções para o controle da inflamação e das caspas e até mesmo medicações de uso oral que venham a controlar a oleosidade”, conta a médica. Além disso, ela lembra a importância de expor a pele ao sol (com filtro solar e fora do período entre as 10h e 16h), pois os raios solares ajudam a amenizar o problema.

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Furúnculo

 

Essa infecção é muito comum em regiões com dobras ou pelos, como virilha e bumbum. “O furúnculo se transforma em um nódulo endurecido, vermelho e bem dolorido e, se não for tratado, pode virar uma ferida com pus”, conta Anderson Bertolini. Além do tratamento antibiótico, o furúnculo precisa ser drenado. “Mas é um médico que vai determinar a hora certa e fazer esse procedimento com higiene e técnica adequadas”, reforça Thais Pepe.

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