Ginasta imita Beyoncé e ganha campeonato- Foto: Reprodução
Ginasta imita Beyoncé e ganha campeonato- Foto: Reprodução

Em ano de olimpíada, é comum os olhos do mundo estarem atentos aos principais atletas do esporte, mas nos últimos dias quem roubou todas as atenções foi a ginasta Sophina DeJesus. A atleta de 21 anos venceu uma competição universitária de ginástica na Califórnia com uma coreografia ousada no solo. Sophina misturou a sequência de exercícios exigidos para a competição com passos de hip-hop que lembravam as danças da cantora Beyoncé em seus shows.

Pela performance, Sophina recebeu uma nota 9.925, apesar dos apelos do público que estenderam cartazes com a frase “10 perfeito”. Mas o sucesso foi muito além do ginásio da UCLA, em Los Angeles. O vídeo com o desempenho da atleta foi visto por mais de 23 milhões de pessoas na internet e foi compartilhado mais de 400 mil vezes.

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– Eu amo dançar. Queria terminar a minha temporada com um estrondo – disse Sophina, entre entrevista ao “New York Times”. – Minha irmã, Savannah, é uma tremenda dançarina. Ela me ajudou com a coreografia e tornou tudo mais divertido – completou.

Com o desempenho de Sophina, a sua equipe da UCLA conseguiu derrotar a equipe de Utah por uma diferença de apenas 0.025 ponto (197.100 contra 197.075).

Realmente dançar não é um mistério para Sophina, que já foi atriz e bailarina profissional. Ela já trabalhou com a cantora Missy Elliot em um dos seus vídeos, participou de produções da Disney e da Broadway e participou de um programa da apresentadora Ellen DeGeneres.

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Estudante de sociologia, Sophina, no entanto, dificilmente estará nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ela só fez parte da equipe de ginástica dos Estados Unidos em 2009.

Além disso, coreografias como a da ginasta dificilmente seriam vistas numa competição olímpica. Isso porque elas raramente são bem avaliadas em uma competição que costuma ter muitos juízes conservadores.

– O que é mais incrível em performances como a de Sophina é que elas trazem energia e vida não apenas para o público, mas para o resto do time que está assistindo. O único momento em que a coreografia na dança poderia prejudicar a nota seria se fosse inapropriada ou eles (os juízes) considerassem algo desleixado. Mas na maioria do tempo, dentro do entretenimento do exercício de solo, só ajuda no placar – disse Samantha Peszek, medalha de prata em Pequim-2008, e ex-colega de UCLA de Sophina.

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– Mas em nível olímpico há mais necessidades em termos de movimentos e elementos no desempenho, então não haveria tempo suficiente para elaborar uma coreografia como a de Sophina. Além disso, juízes internacionais apreciam um estilo mais tradicional de coreografia no solo. Então, um exercício como esse nunca teria uma pontuação tão boa nestas competições – encerrou.

 

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