VEJA.com/Reprodução
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Uma mulher nascida no Burundi e que vive na Austrália. Noela Rukundo, mãe de oito filhos, teve sua morte encomendada pelo próprio marido, Balenga Kalala, enquanto visitava seu país natal.

Noela foi sequestrada por um grupo de homens armados. No cativeiro, amarrada a uma cadeira, Noela começou a ser interrogada: “O que você fez para merecer isso, senhora? Por que esse homem nos pediu para te matar?”. Confusa, a mulher respondeu que não entendia o que estava acontecendo e perguntou a que homem eles se referiam.

“O seu marido”, eles responderam. Os assassinos então ligaram para o responsável por encomendar o crime e colocaram o celular no viva voz, para que Noela escutasse a conversa. Ao fim da ligação, a mulher escutou seu marido dizer “mate-a”.

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“Eu ouvi a voz dele. Eu ouvi. Senti que minha cabeça ia explodir”, contou Noela à BBC. “Eu disse a mim mesma que já estava morta. Nada que eu fizesse poderia me salvar.”

Mas o líder da gangue decidiu poupá-la. “Nós não vamos te matar. Não matamos mulheres e crianças”. Depois de dois dias no cativeiro, Noela foi libertada. Antes de soltarem a mulher na beira de uma estrada, entregaram a ela um cartão de memória contendo todas as conversas telefônicas que poderiam incriminar seu marido.

Três dias depois, Noela desembarcou em Melbourne. Balenga Kalala avisou a todos de sua comunidade que sua mulher havia morrido em um acidente trágico e recebia parentes e amigos em sua casa para prestar condolências. Noela decidiu surpreender seu marido. “Surpresa!”, ela gritou. “Eu ainda estou viva!”. A mulher então ligou para a polícia e Balenga confessou todo o crime. Segundo ele, sua única motivação foi pensar que Noela o trocaria por outro homem.

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