A Polícia Civil vai investigar o caso de uma jovem de 24 anos que “ressuscitou” durante o velório em Conselheiro Lafaiete, na região central de Minas Gerais. Jéssica Bruna foi dada como morta no Pronto-Socorro da cidade. No caixão, abriu os olhos e causou pânico entre os familiares.

O marido contou que Jéssica passou mal e sofreu um infarto. A causa da morte foi registrada como embolia pulmonar. Quando o caixão estava prestes a ser fechado, a jovem se mexeu, abriu os olhos e apresentou sinais vitais, como respiração leve. Houve gritaria e muitas pessoas saíram correndo.

O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas Jéssica acabou não resistindo e morreu no local. Os parentes ficaram indignados com a situação.

Foto: Record Minas
Foto: Record Minas

Uma mulher que participava do velório contou os detalhes do ocorrido.
— A mulher foi dada como morta no pronto-socorro. No meio do velório, ela acordou. Mexeu o olho, mexeu os braços. Começou aquele desespero, todo mundo começou a gritar.

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A polícia informou que foi aberto um procedimento investigativo para saber a causa da morte da jovem. O laudo deve ficar pronto em até 30 dias. Se ficar comprovado que houve crime, um inquérito vai ser instaurado. Segundo a PC, o atestado de óbito foi fornecido pelo hospital da cidade. O corpo não passou pelo IML (Instituto Médico Legal) por não se tratar de crime violento nem acidente de trânsito.

O companheiro da mulher, constatou que ela estava com a respiração fraca e chegou abrir os olhos. “Tiramos algumas pessoas de perto do caixão para que ela não ficasse abafada. Ficamos com esperança e muitos amigos começaram a rezar e agradecer “, disse o homem.

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A suspeita de que ela estaria viva fez com que familiares acionassem o Corpo de Bombeiros. “Nós recebemos uma chamada dizendo que ela teria se mexido e teria sinais vitais. Isso foi ontem por volta das 17h20, rua Monsenhor Horta, 71, no bairro Queluz. No local, verificamos que ela estava em óbito e que não apresenta nenhum sinal vital. Ela tinha rigidez cadavérica e pele arroxeada”, detalhou o capitão Ronaldo Rosa Lima da 2ª Companhia da corporação.

Como a família se recusou a realizar o enterro no horário marcado, o corpo de Jéssica foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade. “Nós colhemos material genético – sangue e fragmentos de vísceras – e foi mandado para Belo Horizonte para a realização do exame que vai confirmar a causa da morte”, explicou a médica legista, Eliane de Oliveira. O resultado do exame pode levar 30 dias para ficar pronto.
A vítima, que deixou um filho de 8 anos, foi enterrada no início da tarde desta quinta-feira (18), no cemitério Nossa Senhora da Conceição. Segundo Rafael, o marido de Jéssica, que não teve condições emocionais de conversar com a reportagem, está revoltado.

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“Nós acreditamos que minha cunhada realmente estava viva. Não sei se houve algum tipo de erro quando o médico afirmou que ela havia morrido no hospital. Meu irmão ainda não sabe se vai acionar a Justiça e cobrar explicações da unidade de atendimento”, finalizou o vigilante.

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