As pedras do tabuleiro político de 2016 começaram a se mexer de forma mais intensa logo após o Carnaval e um fato muito marcante dessa movimentação foi o recuo da filiação do senador Blairo Maggi, ainda filiado no Partido da República, já que sua carta de desfiliação ainda não foi entregue à Justiça Eleitoral, mesmo depois do ato de assinatura da ficha de filiação ao PMDB em Brasília no dia 17 de novembro do ano passado.

Blairo ensaiava a entrada no PMDB há muito tempo, mas na hora “H” havia sempre um pequeno detalhe que impedia sua transferência de sigla, mas independente disso, o senador já palpitava e até influenciava em algumas decisões com vistas às eleições municipais de 2016.

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Mas o que ninguém esperava é que o ato de filiação (definitivo), do senador ao PMDB, que seria feito em Cuiabá amanhã (19), inclusive com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, fosse entrar água. 36 horas antes, Blairo, decidiu não migrar para o PMDB, imediatamente vários rumores começaram a circular, sobre a veracidade da informação e os reais motivos da retração do senador.

Mas os rumores mais fortes, que foram confirmados por uma fonte cuiabana da coluna Bastidores é que as eleições de 2018 seria o real motivo da desistência de Blairo, já que a divisão política do estado ficou agravada e os dois grupos que disputam o poder e a hegemonia política do estado já estão em pé de guerra.

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A desistência de Blairo, tem impacto direto nas eleições deste ano, candidatos à reeleição como Mauro Mendes (PSB), Percival Muniz (PPS) e Lucimar Campos (DEM), devem ganhar e perder aliados, o tabuleiro do xadrez político está sendo reorganizado e as disputas municipais de 2016 vão ficar mais intensas do que nunca.

EM TEMPO I

Uma nova data já está sendo agendada para, dentro de 15 dias, um grande ato de filiação do PMDB em Mato Grosso, que irá contar com a presença de Michel Temer e com certeza sem Blairo Maggi.

EM TEMPO II

Com a indecisão, Blairo, deve optar por ficar sem partido por algum tempo, já que alguns espaços pertencentes a ele dentro do PR já foram ocupados, inclusive o cargo de líder do Partido no Senado, que tem agora como ocupante o senador Wellington Fagundes.

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