Lizziane Campos e Silva Foto: Ronaldo Teixeira/AGORAMT
A enfermeira Lizziane Campos e Silva – Foto: Ronaldo Teixeira/AGORAMT

O número de casos de síndrome de Guillain-Barré tem aumentado no Brasil, entre janeiro e novembro de 2015. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), houve 1.708 registros de casos da doença autoimune, uma média de cinco casos por dia no país.

Apesar do crescimento de vítimas da síndrome no país, a doença que afeta o sistema nervoso e pode estar relacionada ao vírus da Zika, teve poucos casos registrados em Rondonópolis.

Segundo a enfermeira Lizziane Campos e Silva, do departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, apesar do crescimento no número de registros da doença no país, apenas cinco casos da síndrome foram notificados no Hospital Regional, desde o final do ano passado, alguns deles ainda estão sendo investigados. Os pacientes são duas pessoas do município, um de outro município da região Sul e dois de outros estados.

Leia também:  Por que você não deve pular mais o café da manhã

Apesar de pouco conhecida até certo meses atrás, a enfermeira explica que a doença já existe há muito tempo. “Sempre existiu, mas as notificações não eram feitas de forma compulsória,” disse Lizziane.

A doença, segundo a enfermeira, não escolhe faixa etária e nem sexo. Ela explica que a doença pode surgir depois que a pessoa tem uma infecção viral. “É uma reação do corpo a vírus, o organismo produz anticorpos para combater o microorganismo e acaba atacando a si próprio, o que pode comprometer o sistema nervoso e causar paralisia” explicou Silva.

Tratamento

O Ministério da Saúde indica a imunoglobulinas no tratamento de pacientes com a síndrome. A doença é rara e ainda não existe cura específica.

De acordo com o Ministério da Saúde, a rede pública (SUS) oferece gratuitamente 35 procedimentos para tratamento de Guillain-Barré, entre procedimentos diagnósticos, clínicos, cirúrgicos, de reabilitação e medicamentos.

Leia também:  Câncer de pele também surge nas pálpebras, mas poucos se protegem

Sintomas

O principal sintoma da síndrome é a fraqueza muscular, em geral, ataca primeiro os membros inferiores e espalha para outras regiões do corpo, como braços, tronco, face. Em casos mais graves, pode acarretar paralisia total dos membros e comprometer o sistema respiratório. A síndrome pode apresentar vários graus de manifestação.

Além da fraqueza, outros sintomas são aumento ou queda da pressão arterial, dor nos membros acometidos, taquicardia, retenção urinária ou constipação intestinal.

 

 

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.