O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) têm feito duras críticas as práticas adotadas Governo do Estado no que tange a educação. Em uma nota divulgada nesta sexta-feira (19), o Sindicato declara que as ações promovida pelo governo nas escolas acabaram comprometendo o início do ano letivo de 2016.

Conforme a assessoria, a mudança no processo de atribuição de aula acabou refletindo nas escolas.

“Esse ano criou um novo processo de atribuição, antes a escola que acabava por determinar o número de profissionais necessários, conforme a realidade da unidade de ensino, agora a assessoria [pedagógica] que ficou encarregada, nessa semana as escolas estão um caos. Quem conhece a realidade de cada unidade é a categoria” disse a assessoria.

Segundo a assessoria, vários profissionais foram atribuídos com aulas em uma determinada escola e para completar a carga horária foi lotado em outra, contudo a localização entre uma escola e a outra estaria atrapalhando as aulas.

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Apesar do começo do ano letivo, as unidades escolares dos municípios de Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande, Sinop, Cáceres e Barão de Melgaço tem enfrentado dificuldades, tais como: quadro incompleto de professores para diversas áreas; contratos temporários e consequentemente, o número de interinos lotados nas escolas.

“As escolas estão sendo obrigadas a reduzir da carga horária, juntar turmas e desenvolver atividades de lazer ou recreativa para complementar o horário, quando os estudantes não são liberados mais cedo do que o previsto,” informou o Sintep-MT por meio de nota.

Em meio a isso, outra reclamação refere-se a definição dos coordenadores pedagógicos de grande parte da escolas estaduais.

“Inicialmente, o coordenador era eleito pela escola, hoje é apresentado o candidato aprovado e a Seduc avalia se ele é indicado ao cargo ou não. Se avaliar que não, a Seduc escolhe outro profissional de outra escola para ser o coordenador pedagógico. Diante desta avaliação, várias escolas estão sem coordenadores o que afeta o quadro de aulas já que este profissional que o decide,” explicou a assessoria.

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Os inúmeros registros de insatisfação foram denunciados ao Sintep-MT pelos profissionais da educação e durante visitas feitas pelos dirigentes das subsedes em vários municípios do Estado.

“Os problemas são os mesmos para os quadro de funcionários. As contratações insuficientes para as áreas de infraestrutura, técnico administrativo e educacional, segurança e limpeza, estão sobrecarregando os poucos que estão lotados,” informou a nota.

Ainda conforme o Sintep-MT, outro drama vivenciado pelos gestores das escolas está no recursos para aquisição de material, para a compra da merenda e de pequenos reparos.

“O último repasse de 2015 não foi depositado para as escolas. Isto quer dizer que muitas escolas podem estar endividadas e estas unidades podem não estar tendo condições de oferecer nem mesmo suco com bolacha aos estudantes”, disse o presidente da Subsede do Sintep/VG, Gilmar Soares Ferreira.

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Outro Lado

A nossa equipe de reportagem entrou em contato com assessoria de imprensa da Seduc, mas não obtivemos resposta até o fechamento desta matéria.

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