Todo leite passa por um processo até chegar aqui - Foto : Ronaldo Teixeira / AGORAMT
Leite pasteurizado no Banco de Leite em Rondonópolis – Foto : Ronaldo Teixeira / AGORAMT

Uma pesquisa inédita divulgada pela Organização Pan-Americana de Saúde na última quarta-feira (2) revelou que as brasileiras são as que mais doam leite materno no mundo. O país foi reconhecido como referência em aleitamento materno. Apesar disso, em Rondonópolis, ainda são necessárias mais doadoras no Banco de leite de Rondonópolis (BLH Roo) para atender a demanda.

Leite materno Santa Casa de Rondonópolis
Farmacêutica Scheila Santos – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

De acordo com a farmacêutica bioquímica, Scheila Santos, atualmente são necessárias pelos menos 70 mães doadoras para ser o banco de leite ser autossuficiente e garantir melhores resultados à recuperação dos bebês prematuros internados na UTI da Santa Casa.

Apesar disto, ela é positiva e acredita que aos poucos a cultura da doação será inserida em Rondonópolis. “O banco de leite existe há três anos e conseguimos atender 50 a 60% da demanda. Em Brasília, são 35 anos de criação e eles conseguem atender todos os bebês que estão na UTI” informou a farmacêutica.

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A empresária Carla Daiany, mãe do pequeno Gabriel Henrique, 3 anos, conseguiu doar leite por mais de um ano. A 1ª doação ocorreu em 17 de junho de 2013 e a última 20 de agosto de 2014. “Foi um período tranquilo, não tenho do que reclamar, além de fazer o bem doando o leite materno, acaba estimulando a amamentação. Nunca faltou leite para o meu filho e ele é saudável,” informou a mãe.

Foto: Arquivo Pessoal
Carla Daiany amamentou por cerca de um ano – Foto: Arquivo Pessoal

Carla ficou sabendo da doação ainda na maternidade e aconselha que é preciso que as mamães se coloquem na situação das outras que ainda não tiveram como amamentar seus filhos. “Muitas pessoas não sabem o quanto essas mamães precisam. As mães estão naquela carência, vê a criança que nasceu, não pôde amamentar e levar para casa,” disse a empresária.

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Apesar de histórias como a de Carla que doou por cerca de um ano, a maioria das doações são feitas por um curto período. “Algumas mães retornam ao trabalho após seis meses e por isso, acabam inserido outros alimentos,” disse a farmacêutica.

O Banco de Leite ainda orienta mamães na amamentação dos recém-nascidos. “Aqui nós também ajudamos as mamães a amamentarem, promovemos o aleitamento materno que é o mais importante,” destacou Scheila.

Doação de leite materno pode salvar a vida de muitos bebês - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORAMT
Mãe de gêmeos, Gracieli é orientada em como amamentar os prematuros – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORAMT

Gracieli Cardoso, 21 anos, é mãe dos gêmeos prematuros Arthur Vinicius e João Guilherme, nascidos há 15 dias. Ela ainda não conseguiu amamentar os filhos e esteve no banco de leite para ser orientada pelas profissionais na amamentação. “Eu acho importante esse ato da doação, é importante que a criança receba o leite materno, é mais saudável, se houver a possibilidade, ainda quero doar,” disse a mãe.

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Vale dizer que para doar, as mães não precisam ir ao banco de leite para doar. Uma equipe do Corpo de Bombeiros desloca até a residência da mãe com um kit e ensina como realizar a coleta.  Posteriormente, buscam as doações e levam para o Banco de Leite. As formas corretas para doar, estão no site da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humanos. 

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