Foto: science photo library
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Aparentemente, o diabete tipo 1 não tem nada a ver com o câncer, certo? Mas um recente estudo da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, encontrou um possível elo entre as duas doenças. Os pesquisadores identificaram pessoas com o diabete tipo 1 em cinco países distintos e ficaram de olho na incidência de tumores nesses indivíduos. Todos tinham menos de 40 anos.

Depois, essas informações foram cruzadas com os registros nacionais de câncer em cada país, o que permitiu comparar o aparecimento da doença em indivíduos com ou sem o diabete. Ao analisar os dados, os experts notaram que, em geral, os homens diabéticos não apresentaram um risco mais elevado de serem diagnosticados com um tumor. O problema foi com as mulheres: a probabilidade de as diabéticas desenvolverem a enfermidade foi 7% maior.

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Mas os cientistas também focaram em tipos específicos da doença. As moças diabéticas mostraram ser 78% mais propensas a ter tumores no estômago e, os rapazes, 23%. O aumento do risco também foi notado, em ambos os sexos, para cânceres de fígado, rim e pâncreas. Mas olha que surpreendente: as mulheres com diabete 1 eram menos suscetíveis a descobrir um câncer de mama e, os homens diabéticos, a desenvolver câncer de próstata.

Por enquanto, os autores da análise têm apenas suposições para explicar esse aparente benefício. No caso da ala feminina, teria a ver com o fato de a investigação ter se concentrado em indivíduos mais jovens, com menos de 40 anos – e a doença é mais comum entre quem já passou pela menopausa. Agora, sobre o câncer de próstata, os estudiosos especulam que é culpa dos menores níveis de testosterona – uma situação comum entre os homens com diabete do tipo 1.

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