O aumento considerável nos casos de dengue, zika vírus e chikungunya no país fez com que as instituições de Mato Grosso entrassem em uma verdadeira ‘guerra’ no combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor das doenças. A afirmação é do presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), que considera este como o maior problema que o Brasil enfrenta atualmente na área de saúde.

Nesta terça-feira (29), a Assembleia Legislativa lançou a campanha de Operação no Combate ao aedes aegypti com a apresentação do aplicativo “Xô Aedes”, que possibilita ao cidadão, fiscalizar e acompanhar o combate ao mosquito.

“Temos que ressaltar a guerra que o país está vivendo no combate ao mosquito da dengue, mosquito este que transmite doenças e cuja melhor forma de solucionar é a prevenção. Estamos lançando a campanha na Assembleia Legislativa de combate ao mosquito da dengue, com orientação e um aplicativo que poderá ser baixado no celular, onde se pode tirar fotos de possíveis focos de contaminação e encaminhar para a vigilância para atuar de forma mais direcionada para acabar com esses focos”, afirmou Maluf.

Questionado sobre o motivo da Assembleia Legislativa lançar a campanha, Maluf argumentou que foi devido a gravidade do tema, com um surto devido ao aumento considerável de casos motivados pelo mosquito transmissor.

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“A Assembleia Legislativa não pode se omitir, e este parlamento está interagindo com o cidadão e participa desta guerra como soldado, promovendo essa discussão, lançando o aplicativo. Nunca vivemos um momento tão grave em relação à dengue, hoje já são milhares de crianças microencefalicas no país, precisamos dar um basta nisso”, disse.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior participou do evento e ministrou palestra fazendo um balanço das ações de combate ao mosquito e com informações sobre as estratégias adotadas.

“É grava a situação no nosso país, tanto é que foi decretada a situação de emergência da saúde pública, precisamos combater o mosquito, iniciativa que iniciamos no ano passado envolvendo todos os ministérios. É um problema de todos os órgãos, a guerra é tão grande que precisamos de iniciativas como a da Assembleia Legislativa em participar desta luta, pois em 2014, tínhamos pouco mais de 100 casos e em 2015 subiu para mais de quatro mil”, disse o general.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que representou o governador Pedro Taques (PSDB) no evento, a iniciativa da Assembleia Legislativa é importante para fomentar a discussão sobre o tema.

“Mais uma vez essa Casa mostra que não é só uma Casa de Leis, e que é sim uma casa de gente, uma casa de cidadão, que abre as suas portas para a pauta do dia, é uma casa que está atenta a ordem do dia que é o combate ao aedes aegypti”, lembrou.

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Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (SES), são 16.319 casos de dengue nas 11 semanas do ano. Comparado com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 216%  de casos notificados de dengue.

Com relação ao zika vírus, são 14.161 casos suspeitos nas 11 semanas do ano e com relação ao chikungunya, são 704 casos suspeitos. O Governo do Estado está destinando R$ 20 milhões em transferência fundo a fundo para os municípios e reforçou em R$ 200 reais por quatro meses nos salários dos agentes de saúde e de endemias como bônus.

PROJETOS – Maluf também disse que tem trabalhado legislações em relação ao combate do mosquito transmissor do tema. Atualmente, quatro projetos de sua autoria tramitam na Assembleia Legislativa sobre o assunto.

Apresentado na semana passada, o projeto de lei cria o auxílio a famílias de baixa renda que possuam filhos ou dependentes com diagnóstico clínico de microcefalia em Mato Grosso. Outro foi proposto em fevereiro depois da sugestão de um internauta e isenta o ICMS dos repelentes e inseticidas no período de duração dos surtos de dengue, zika e febre chikungunya.

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Também apresentado por Maluf, tramita no Poder Legislativo um projeto que institui a política estadual de combate, controle, prevenção e erradicação de doenças transmitidas pelo mosquito e outro que determina a veiculação de publicidade de combate ao mosquito aedes aegypti pelas empresas de transporte coletivo na região metropolitana.

APLICATIVO XÔ AEDES – Atualmente, o aplicativo pode ser baixado no sistema Android, na loja do Google, gratuitamente. Em breve estará disponível também pelo sistema IOS. Com o aplicativo, as pessoas poderão indicar os locais de sujeira e entulhos na cidade, por meio de fotos e mensagens, com informações de locais e dos possíveis focos dos mosquitos.

Se o GPS estiver acionado no telefone, o registro fica marcado no mapa para que os gestores visualizem e deem prosseguimento ao atendimento.

Depois de cadastrada, a pessoa faz a foto e, por meio do aplicativo, insere o tipo de ocorrência e as informações que julgar necessárias. Ao salvar, a informação fica disponível para o gestor, para a secretaria municipal de Saúde da sua cidade e para a Sala de Comando e Controle da Defesa Civil do Estado.

 

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