Foto: Agência Brasil
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Desde o final da manhã de hoje (18), manifestantes favoráveis ao governo se concentram na Avenida Paulista, região central da capital, para o ato de apoio à presidenta Dilma Rousseff. Com bandeiras, banners e cartazes eles ocupam o vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Três carros de som estão nas proximidades, aguardando o início do evento. O tráfego de veículos já está interrompido em parte da via.

Mais cedo, a Polícia Militar dispersou um grupo favorável ao impeachment de Dilma que estava acampado em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a menos de um quarteirão do Masp. Havia o temor de que os dois grupos entrassem em confronto. Ontem (17), um jovem simpatizante do PT foi agredido ao tentar discutir com manifestantes a favor do impeachment, que ocupavam a avenida desde a noite de quarta-feira (16).

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Uma das líderes da Frente de Luta por Moradia, Antônia Nascimento, de 43 anos, disse que acredita que a defesa do governo é uma forma de impedir retrocessos nos avanços sociais conquistados nos últimos anos. “Nesta última década nós conseguimos conquistar direitos. Hoje, nós entendemos que ainda não está como deveria, mas está melhor do que antes”, ressaltou.

Para ela, o movimento para a destituição da presidenta é um golpe, uma vez que há um desequilíbrio nas cobranças feitas ao PT e aquelas direcionadas a outros partidos. “A mídia passa 24 horas mostrando o que aconteceu no PT, mas nos outros não passa. Não estou dizendo que o PT é perfeito, mas que se faça justiça por igual”, defendeu.

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A estudante Jéssica Silva, de 16 anos, também acredita que o país está na iminência de um golpe. “Eu acho que a gente vive em uma democracia e o que o juiz [Sérgio] Moro fez não está ajudando”, disse em relação à divulgação das conversas telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interceptadas na Operação Lava Jato. “Ele não fez para ajudar, fez por interesses pessoais e partidários”, ressaltou.

Além disso, a jovem também acha importante participar do momento político do país. “Eu vim para ver, porque a gente está vivendo um momento importante, que eu vou contar para os meus filhos e netos. Eu não queria ver isso pela televisão”.

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