Nos últimos dias o comentário de que existe um suspeito estuprador à solta atacando em Rondonópolis, que está sendo divulgado nas redes sociais, chamou a atenção da população, principalmente das mulheres rondonopolitanas. O caso também tem preocupado a polícia que já iniciou um trabalho de investigação sobre os ocorridos. Nos comentários as pessoas alertam esposas, filhas e amigas na cidade para que fiquem atentas, e ainda confirmam algumas características do suspeito e a ação durante os ataques.

Delegada Lígia Pinto da Silveira Avela - Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Delegada Lígia Pinto da Silveira Avela – Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

De acordo com a delegada Lígia Pinto da Silveira Avelar, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), desde agosto de 2015 foram registrados 14 vítimas de estupro na cidade. Entre os casos, sete vítimas relataram a ação do suspeito de um mesmo modo operante.

“Entre os casos registrados, sete das mulheres relataram informações parecidas da forma de abordagem do suspeito. As ações durante a consumação dos fatos as vezes mudam, mas as abordagens são semelhantes. Dos sete casos, dois foram registrados como tentativa”, relata a delegada.

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O último caso de estupro registrado na cidade foi nesta segunda-feira (7). Conforme a delegada, as vítimas tem idades entre 12 a quase 60 anos. A delegada ainda diz que não existe confirmação se realmente é a mesma pessoa que comete o crime, mas que existem semelhanças nas ocorrências.

“O suspeito aparenta ser bem esperto. Ele usa camisa longa que tampa os braços e usa máscara para tampar o rosto. Ele se cobre todo ao ponto das vítimas não saberem relatar a cor da pele do suspeito. Em um único caso, a vítima conseguiu ver a cor da pele do indivíduo ao redor dos olhos. Ela alega que ele possui cor clara” diz Lígia.

A delegada ainda diz que o suspeito aborda as vítimas em posse de arma de fogo e aparece de surpresa. “Tem vítimas que foram abordadas dentro de casa enquanto lavavam roupas. Já tem caso que a vítima foi abordada na rua, o que amplia as investigações”, contou.

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Lígia ressalta que as vítimas não estão conseguindo prestar depoimento. “Elas chegam aqui muito abaladas e não conseguem me passar as informações. Para se ter uma ideia, elas vêm acompanhadas dos companheiros ou de algum familiar, e eles que acabam me passando as informações. Elas só choram”.

Outro ponto que atrapalha as investigações é a falta de colaboração da população, que muitas vezes possuem câmeras de segurança próximos aos locais que ocorrem os crimes, porém não cedem as imagens. Duas das vítimas foram embora da cidade sem prestar muitas informações sobre os ataques do estuprador. E algumas das mulheres violentadas mudaram de endereço.

Até o momento, três homens suspeitos foram conduzidos pela Polícia Militar (PM) para recolhimento de material genético no Instituto Médico Legal (IML) e as autoridades aguardam o resultado para saber se o caso procede.

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Outra característica utilizada pelo suspeito, é que muitas vezes ele chega, anuncia o assalto e aproveita da situação favorável para cometer o estupro. “Ainda não sabemos se ele vai para assaltar e aproveita para estuprar, ou já vai com a intenção de estuprar. O caso ainda está em investigação” conclui a delegada.

A delegada ressalta que as investigações se intensificaram na semana passada, pois só teve acesso ao material na quinta-feira (3).

Os bairros de ataque do suspeito são aleatórios e em recolhimento das informações foi possível constatar que o estuprador possui estatura mediana, magro com a pele clara.

As denúncias podem estar sendo feitas através do número (66) 3423-1754. Aqueles que quiserem colaborar com as investigações da polícia também podem ligar no telefone já citado ou estar comparecendo na Delegacia da Mulher, no endereço rua Armando Fajardo, 372 – Vila Aurora.

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