Os deficientes auditivos poderão contar com o auxílio de um profissional de libras durante o atendimento ao público nas agências bancárias em Rondonópolis. Na próxima sessão ordinária realizada na quarta-feira (16), o projeto de lei nº 04/2016 deve ser colocado em pauta para apreciação dos vereadores. Fabio CardosoO projeto de lei é de autoria do vereador Fábio Cardozo (PPS) que entende a necessidade por parte dos deficientes auditivos durante as ações bancárias.

“Minha equipe fez uma pesquisa e encontrou a dificuldade que eles passam durante atendimento em vários órgãos, principalmente nos bancos. A gente vive um momento de inclusão social, onde já temos pisos sendo modificados, placas e banheiros para atender as pessoas com algum tipo de deficiência,” explicou o parlamentar.

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A ideia, segundo o vereador, é que tenha ao menos uma agência de cada instituição bancária com o atendimento específico. Ele ainda entende que a ação não trará custos a agência, uma vez, que qualquer profissional do próprio banco poderá realizar o treinamento e ajudar a estabelecer uma comunicação com aqueles que possuem deficiência auditiva.

Adilson de Moraes presidente dos surdos. Foto: Varlei Cordova/AGORAMT
Adilson de Moraes presidente dos surdos. Foto: Varlei Cordova/AGORAMT

Para o presidente da Associação dos Surdos de Rondonópolis (ASSUROO), Adilson de Moraes, este é um projeto de lei muito importante pois ajuda a sanar as dificuldades enfrentadas por eles. “Nós surdos temos dificuldades ao tentar realizar um procedimento bancário, pagar contas, em ter uma comunicação com o atendente,” explicou o presidente através do profissional de Libras.

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O presidente ainda critica o serviço de ouvidoria oferecidos pelos bancos aos deficientes auditivos/fala. “Não há como usá-lo, não temos como ligar porque não podemos ouvir, com o profissional de libras nos ajudaria muito a realizar qualquer procedimento.”

De acordo com Adilson, atualmente na região Sul de Mato Grosso existem cerca de 1,5 mil surdos. “Há muitos que ficam em casa, não realizam essas atividades, nós precisamos lutar por esse direito,”.

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