Teto da base da Protege foi danificada com a explosão durante o assalto- Foto: EPTV
Teto da base da Protege foi danificada com a explosão durante o assalto- Foto: EPTV

Polícia Militar de Campinas (SP) prendeu um homem de 27 anos por suspeita de ele ter participado do mega-assalto na sede da Protege na madrugada de segunda-feira (14). O rapaz negou participação e um familiar disse que o investigado dormia na hora do crime.

Os PMs encontraram 26 munições de fuzil 556 e a chave de um veículo na casa dele. A Polícia Civil ainda não confirma se este calibre foi usado no roubo, mas investiga se foi utilizado em algum momento. E a chave é de um veículo do mesmo modelo de um dos usados na ação, informaram os policiais. A prisão ocorreu nesta madrugada de terça-feira (15) no bairro Campos Elíseos.

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Ele foi levado para a 2ª Seccional de Campinas e responderá por porte ilegal de munição de uso restrito. De acordo com o policial militar Gabriel Farah, o suspeito disse que as munições eram dele, mas declarou que não possuía o armamento. Sobre a chave, alegou ter encontrado na rua. O carro usado no mega-assalto não foi encontrado.
Imagens

A Polícia Civil investiga imagens do roubo que foram cedidas por moradores da região. A empresa não entregou as imagens do circuito interno para a investigação. Uma fonte do G1 disse a perícia ainda não detectou qual tipo de explosivo foi usado para abrir o cofre.

O caso

Um ataque a uma empresa de transporte de valores no bairro São Bernardo, em Campinas (SP), levou pânico aos moradores vizinhos na madrugada desta segunda-feira (14). Houve intensa troca de tiros na região da Protege. Parecia um cenário de guerra, segundo testemunhas.

Os ladrões teriam levado cerca de R$ 50 milhões da empresa, segundo estimativa ainda não oficial.

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A empresa informou, por meio de nota, que está cooperando com as investigações policiais.
Fotos obtidas com exclusividade mostram o cofre arrombado, a destruição dentro do prédio e malotes de dinheiro que ficaram espalhados pelo chão da empresa.

A sede da empresa teve a fachada praticamente destruída e o telhado foi danificado. A quadrilha usou dinamites e armas de grosso calibre na ação. Os vidros de uma empresa localizada em frente à Protege foram todos quebrados. Câmeras de monitoramento localizadas próximo à Protege registraram o momento em que um carro dos criminosos para na rua e o bando dispara tiros de fuzis a esmo.

 

Investigação

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) analisa as imagens registradas pelas câmeras de segurança da Protege durante o assalto na madrugada desta segunda-feira (14), em Campinas (SP). O vídeo e o depoimento de testemunhas podem ajudar na identificação dos criminosos, no entanto, a corporação não descarta a possibilidade de que o crime tenha sido praticado pela mesma quadrilha que invadiu a empresa há um ano. Para especialista em segurança, além de armas pesadas, grupo tinha preparo e informações privilegiadas.

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Os veículos usados pela quadrilha para bloquear os acessos às rodovias chegaram à DIG no fim da manhã. Eles ficaram.

 

O especialista em segurança Vladimir Ribeiro analisou as imagens da ação. No momento da chegada dos criminosos, ele chamou atenção para o tipo de arma. “Ele tem dificuldade de colocar o carregador, ele puxa atrás. É bem típico de uma AK47, um fuzil russo”, salientou.

Após analisar as munições, o especialista disse que eles usaram dois tipos. “Dois 762 usados nas forças armadas. O cartucho é típico de fabricação chinesa ou checa”, pontuou.

Ele afirmou também que pode ter sido utilizada uma metralhadora ponto.50, porque pelo áudio do vídeo é possível identificar alteração. “Altera rajada com tiro a tiro. Armas que só são utilizadas para a guerra”, explicou.

O especialista ainda chamou atenção para uma munição encontrada perto de um dos caminhões explodidos e diz que ela tinha um uso estratégico.

“Quando há calor, há a detonação dela, o projétil sai para um lado e a cápsula sai para o outro. Você acaba tendo dois projéteis ao mesmo tempo. Então, com certeza, eles fizeram isso de caso pensado. Colocaram fogo nos veículos com munições íntegras para elas explodirem e se tornarem projéteis quando alguém se aproximasse. É bem preparada, tem treinamento, tem informação privilegiada e tiveram uma boa estratégia para praticar esse roubo”, afirma.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que o trabalho está sob o comando da DIG e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e que a perícia já foi feita.

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