Os senadores José Medeiros (PSD-MT) e Ricardo Ferrraço (PSDB-ES) protocolaram na Procuradoria Geral da República (PGR) representação contra a presidente Dilma Rousseff e o ministro Jaques Wagner, em razão da possível prática de improbidade administrativa, por estarem oferecendo cargos no governo federal a parlamentares e partidos políticos em troca de votos a favor da presidente, no processo de impeachment, conforme notícias veiculadas pela grande imprensa.

José Medeiros classificou as declarações do ministro como de extrema gravidade. “Troca de votos por cargos no Executivo continua sendo crime. As declarações do ministro revelam explicitamente a adoção de práticas que não coadunam com a moralidade e a ética. Estamos diante de um grave crime de responsabilidade e o que é pior de um novo mensalão”, declarou o senador.

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Já Ricardo Ferraço chamou de “ato inescrupuloso” as declarações do ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência. “O governo federal está indo à feira. Estão fazendo uma verdadeira xepa. É o fim de festa. O Brasil não merece essa prática inescrupulosa e delinquente”, destacou o capixaba.

O documento entregue na PGR também foi assinado pela representante da Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, Carla Zambelli Salgado. Ela representa 48 entidades contra a corrupção e a favor do impeachment de Dilma. A representação é assinada ainda pela líder do Movimento Revoltados Online, Bia Kicis.

Os senadores querem a imediata abertura de procedimento administrativo contra Jaques Wagner. “É preciso a abertura imediata de procedimento administrativo competente para a investigação penal e cível, bem como judiciais, a fim de apurar a materialidade e a autoria dos fatos narrados que vierem a ser penalmente tipificados ou suficientemente enquadrados como ilícitos civis e administrativos”.

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Eles pedem também a abertura de inquérito civil administrativo, a fim de apurar responsabilidades civis e políticas pela eventual prática de atos de improbidade administrativa pelos envolvidos. Na representação, o senador destacou reportagem dos jornais Folha de São Paulo e Correio Braziliense contendo as declarações do ministro.

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