Foto: Robert Pratta/Reuters
Foto: Robert Pratta/Reuters

“Nós já não temos confiança em nossa diocese, que é o juiz e júri neste caso”, explicou Bertrand Virieux, membro da associação de vítimas.
“Apelamos, portanto, ao Papa. Não cabe a nós pedir a renúncia do cardeal Barbarin, mas ao Papa decidir sobre isso”, acrescentou.

Desta forma, entraram com uma ação contra vários líderes da diocese, incluindo Barbarin, por não denunciarem os crimes.
Na sequência desta ação, a justiça francesa abriu uma investigação por “falta de denúncia” e por “colocar em perigo a vida dos outros”.

Barbarin, arcebispo de Lyon desde 2002, argumentou que não tinha responsabilidades no momento dos fatos e que apenas soube de “rumores” em 2007.

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De acordo com a diocese de Lyon, Barbarin só recebeu um primeiro depoimento de uma vítima em meados de 2014, depois de ordenar uma investigação e pedir a opinião do Vaticano. Ele afastou de “todas as formas de ministério” o padre acusado em maio de 2015.

Barbarin recebeu o apoio do Vaticano.
“As muitas vítimas não conseguem entender” esse apoio, segundo escreveram em sua carta ao Papa. “Elas querem entender como um homem pode cometer esses atos hediondos contra crianças sem que sua hierarquia” reagisse para evitar outras vítimas.

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