No período de 1º de janeiro a 23 de abril deste ano, foram notificados em Mato Grosso 21.072 casos de dengue, conforme boletim epidemiológico da área de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Segundo os dados, 84 municípios apresentaram alta incidência para a doença, com índice superior a 300 casos por 100 mil habitantes, que é o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No estado, a incidência é de 645 casos notificados a cada 100 mil habitantes.

Os casos aumentaram 103% em comparação ao mesmo período de 2015, quando foram registrados 10.391 casos de dengue no estado. De acordo com o boletim, nesse período foram notificados sete óbitos suspeitos de dengue, ocorridos nos municípios de Juína, Aripuanã, Canarana, Água Boa, Cuiabá, Sinop e Tangará da Serra. Destes óbitos, três foram confirmados e quatro seguem em investigação.

Leia também:  Saúde pagará serviços de UTI, Home Care e Hospitais Regionais

Diante disso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) ressalta a importância de traçar, executar e intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti por parte dos municípios, principalmente, com o envolvimento da população.

“A população precisa se sensibilizar para o combate e controle do mosquito porque 80% dos criadouros são encontrados nas áreas ao redor dos domicílios. É importante que as pessoas eliminem semanalmente todos os possíveis criadouros, impedindo o mosquito de nascer, porque é mais fácil combater ele em sua forma larval do que voando”, explica a coordenadora de vigilância epidemiológica, Flávia Guimarães.

Ela ressalta ainda que o mosquito Aedes aegypti também transmite a chikungunya e o zika vírus, por isso as ações de controle vetorial e educação em saúde devem ser reforçados nos municípios. “Já temos a comprovação, por meio de isolamento viral, da presença dos três agravos (dengue, chikungunya e zika) no Estado”.

Leia também:  Taques inaugura 170 km de rodovias em Paranatinga, Primavera e Santo Antônio do Leste

Além disso, a SES tem orientado e capacitados os profissionais de saúde, para que a rede de assistência esteja sempre alerta para receber os pacientes que apresentem as sintomatologias das doenças. “É preciso que os profissionais estejam atentos para realizar o manejo clinico correto e de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, para que o agravamento dos sintomas das doenças e possíveis óbitos sejam evitados”, pontua Flávia.

Zika vírus e Chikungunya

Em relação ao zika vírus são 18.417 casos suspeitos no Estado. Devido à incidência, Mato Grosso está com risco alarmante com 595 casos por 100 mil habitantes. Setenta e oito municípios estão classificados com alto risco da doença, o que representa 55,3%.

Leia também:  Mais de 11 mil casos de dengue são registrados em Mato Grosso

Já foram registrados este ano 1.108 casos suspeitos de febre chikungunya, o que representa uma incidência de 33 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Dois municípios estão classificados com alto risco da doença e 80 municípios (56,7%) não notificaram casos.

Cuidados

A SES recomenda alguns cuidados simples que podem ser tomados por todos em suas residências, para reduzir o risco de transmissão da dengue, febre chikungunya e zika vírus, como evitar água parada em qualquer tipo de recipiente. Além disso, é preciso manter os quintais e terrenos sempre limpos e as caixas d’águas devidamente fechadas. Recomenda-se que o paciente ao apresentar sinais e sintomas das doenças deve procurar imediatamente os serviços de saúde e evitar o uso medicamentos sem prescrição médica.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.