O deputado Evair de Melo (PV-ES) disse que a presidente Dilma Rousseff “não tem mostrado carinho, compromisso, e nenhuma felicidade” em estar no cargo. Ele criticou a nomeação, como ministro, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como ministro. “A presidente terceirizou o governo e se escondeu na sombra do ex-presidente”. O deputado foi o primeiro a discutir o relatório da comissão de impeachment que pede a abertura de processo para afastar a presidente da República.

Ele disse que a bancada de deputados e senadores do Partido Verde será favorável ao impeachment. “Diante dos fatos, com comprovada participação e omissão da presidente, [o partido] reconhece o final dessa desastrosa gestão, com o compromisso de manutenção dos avanços sociais conquistados”, disse. Evair de Melo lembrou ainda que, a renúncia do Papa Bento XVI, Joseph Ratzinger, permitiu a ascensão do Papa Francisco.

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Já o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) acusou o processo do impeachment de ilegítimo. “É um processo que vem de trás para frente. A bandeira do impeachment começou sem nenhum fato determinado, era uma bandeira no ar. Começou quando o advogado de Aécio Neves protocolou auditoria sobre as eleições de 2014, fato que levou o corregedor a alertar que tiveram toda a oportunidade de fazê-lo durante o processo eleitoral, mas não o fizeram”, disse.

Chinaglia atacou ainda os dois pontos usados pelo relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), para pedir a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff: os decretos de abertura de crédito suplementar e as chamadas “pedaladas fiscais”, em que o governo atrasou o repasse para bancos públicos, que pagaram benefícios do Plano Safra com recursos próprios. Isso foi considerado empréstimo ilegal pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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Chinaglia afirmou que esses atos são uma prática comum, que ocorre “desde sempre”. Afirmou ainda que os dois fatos não cumprem os requisitos necessários para o impeachment, que seriam um ato doloso da presidente. “Não é ato da presidente”, disse. Afirmou ainda que o Tribunal de Contas da União reviu a sua posição para punir a presidente por atos que até então não chamaram a atenção do tribunal. “No Brasil, se depender do Tribunal de Contas da União, do seu procurador, nem o passado é seguro”, comentou, em referência a uma frase do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan.

O deputado petista também disse que o impeachment terá consequências negativas. “Se vier a ter vitória esse processo de impeachment, se traduzindo numa fraude da constituição, tudo indica que é para aplicar um programa de ajuste onde, mais uma vez, os pobres serão penalizados”, afirmou.

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A reunião está sendo realizada no plenário 1.

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