Após 34 horas de debate e 273 discursos (alguns parlamentares falaram mais de uma vez), terminou às 18h58 a sétima sessão do plenário da Câmara dos Deputados para discussão sobre o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A primeira sessão teve início ontem (15) às 8h55.

O deputado Weliton Prado (PMB-MG) foi o último a discursar. Vinte e quatro legendas discutiram a matéria: PMDB, PT, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTB, PDT, SD, PTN, PCdoB, PSC, PPS, PHS, PV, PSOL, PROS, Rede, PTdoB, PSL e PMB. O PEN não indicou nenhum orador para discursar. Todos os partidos representados na Câmara tiveram o direito de se manifestar por uma hora. No total, são 25 partidos.

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Depois que todos os partidos se pronunciaram, começou a oitava sessão para os deputados falarem individualmente. Cada deputado tem três minutos para falar. Essa sessão estava prevista para começar às 11h de hoje (16).

Após reunião de líderes, o relator do processo do impeachment na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), informou que 60 deputados de 14 partidos favoráveis ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff abriram mão de falar no plenário, na etapa individual das discussões do impedimento. Segundo ele, essa iniciativa trará um ganho de seis a sete horas no processo, o que garantirá o início da votação amanhã (17), às 14h.

Inicialmente, a lista de inscrições de deputados para discursos sobre a admissibilidade de abertura do processo de impeachment reunia 249 deputados: 170 iriam defender o afastamento da presidenta e 79 deveriam pedir o arquivamento do processo. As inscrições individuais começaram às 9h e foram encerradas às 11h de ontem (15).

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Jovair Arantes reiterou que não há “a menor possibilidade de adiamento” da sessão de votação amanhã, às 14h. “A partir das 11h de amanhã, vamos encerrar a sessão de debates”, disse o deputado.

Os partidos favoráveis ao impeachment são: PSDB, DEM, PSB, PPS, PRB, PP, PR, PSC, PROS, PTN, SD, PSL, PSC e PHS.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também afirmou não haver “a menor possibilidade” de “qualquer adiamento” do processo de impeachment de Dilma Rousseff. “A sessão de votação começará amanhã às 14h, como estava previsto, e terminará amanhã”, afirmou.

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