A Fundação de Apoio à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) lançou editais para pesquisa sobre o zika vírus, desenvolvimento regional, cultura e educação, áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento de Mato Grosso.

Conforme Antonio Carlos Máximo, presidente da Fapemat, as quatro áreas foram definidas durante o segundo semestre de 2015, após a Fundação realizar uma pesquisa com as secretarias de Estados, órgãos da administração direta e indireta e identificar quais eram as áreas estratégicas que careciam de investimento para a produção de conhecimento, investigação científica, levantamento de dados e mapeamento.

A expectativa é que as pesquisas permitam ao Estado investir recursos com maior clareza e segurança. “A função da pesquisa é a de produzir conhecimento novo, descortinar aspectos obscuros, para que o poder público possa investir com mais qualidade. É a pesquisa científica, tecnológica e a busca de inovação a serviço do desenvolvimento de Mato Grosso”.

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Editais induzidos

Os editais já estão disponíveis no site da Fundação, http://www.fapemat.mt.gov.br, juntamente com os editais tradicionais para eventos científicos, bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doc.

Conforme Máximo, os editais induzidos tematicamente são voltados para grupos de pesquisa consolidados dentro do Estado, certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas trazem um aspecto inovador, a exigência de que a equipe seja composta por pesquisadores das instituições sediadas em Mato Grosso e membros das Secretarias de Estado, ou dos órgãos da administração direta e indireta.

“Assim sendo, não se corre o risco de um determinado grupo seja contemplado com os recursos, faça a pesquisa, e o Estado não se aproprie desse conhecimento. A ideia é que os órgãos de Estado e os grupos de pesquisa façam a investigação em conjunto. Não serão aceitas propostas cujas equipes relacionadas não tenham a presença de membros da estrutura do Estado”, afirmou o presidente.

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Estímulo à inovação

Segundo Antônio Carlos, a iniciativa inova e trabalha dentro do Plano de Governo do governador Pedro Taques, que é dar prioridade para as instituições mato-grossenses. Ainda seguindo esta lógica, a Fapemat também estabeleceu uma parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec), para dar sequência à instalação do Parque Tecnológico, uma das prioridades da gestão estadual.

“Já firmamos um termo de cooperação técnica, que envolverá repasses de aproximadamente R$ 7,5 milhões em três anos. Até agora um terço deste investimento já foi repassado. Todos os dados levantados pelos pesquisadores brasileiros apontam que nenhum país se desenvolverá se não investir, pelo menos, 2% do PIB em Ciência, Pesquisa e Inovação. O Brasil investe apenas 1.2% do PIB. Nesse universo, mostramos que o Estado de Mato Grosso tem dado a sua contribuição”, concluiu o presidente.

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