A menina paraguaia Tatiana Barreto, de 3 anos, havia ido passar três meses de férias com sua mãe na Bolívia, mas jamais voltou para casa. Tatiana morreu depois de lesões que parecem decorrente de tortura e agressões físicas graves, segundo um laudo forense.

Foto: BBC
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O caso aconteceu no ano passado e provocou comoção na Bolívia e no Paraguai, mas ainda não foi plenamente solucionado pela Justiça.

Segundo o laudo da morte dela, a garota teve edema cerebral, hemorragia, um traumatismo craniano e lesão nos seus centros nervosos superiores. Além disso, ela apresentava traumatismos no tórax, no abdômen, costelas quebradas, vestígios de agressões no rosto e em todo o corpo, além de estar sem se alimentar muitas horas antes de morrer.
Havia também marcas no pescoço que sugeriam tentativa de estrangulamento. “Trata-se de uma morte violenta por intervenção de força externa lesiva”, concluiu o exame forense.

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Os principais suspeitos da morte de Tatiana são sua mãe, Fátima Velásquez, e o atual marido dela, Rubén Graff, a quem a garota havia ido visitar por três meses. Os dois foram presos preventivamente em La Paz – mas alegam inocência.

O pai da menina, Óscar Barreto, não pôde se despedir da filha no Paraguai, terra natal dela. Isso porque, por conta do imbróglio judicial do caso, Tatiana acabou sendo enterrada na Bolívia.
“Minha filha foi maltratada e torturada antes de morrer”, disse ele à BBC.

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