O prefeito de uma cidade do interior de São Paulo entrou na Justiça para garantir que toda a população do município receba a vacina contra a gripe, e não apenas as pessoas dos chamados grupos de risco, como orienta o Ministério da Saúde.

Foto: DR
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Além de gestantes, idosos, crianças com idade entre 6 meses e 5 anos, profissionais de saúde, puérperas (mulheres que deram à luz em até 45 dias) e pessoas com doenças crônicas, Fernando Itapuã, do município de Quintana, quer que os demais moradores também sejam imunizados.

Ele explicou que a cidade, distante 400 quilômetros da capital paulista, registrou este ano 22 casos suspeitos de gripe A, causada pelo vírus H1N1.

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A doença, segundo ele, já matou dois moradores de Quintana – uma menina de 12 anos e um homem de 32 anos, ambos saudáveis, portanto, fora dos grupos definidos pelo governo federal para receber a vacina.

“Na menina, o vírus foi tão violento que os sintomas começaram numa quarta-feira e, na sexta-feira, ela morreu. Municípios próximos, como Tupi, Botucatu e Pompeia, já registraram casos e mortes por H1N1 em pessoas que não fazem parte dos grupos de risco”, disse à Agência Brasil.

“A Constituição diz que a saúde é direito de todos e dever do Estado e fala também no acesso universal e igualitário a ações e serviços. A vacinação não pode ser restrita a uma faixa etária quando há pessoas morrendo”, completou o prefeito.

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Resposta da justiça

Na última terça-feira (12), o juiz Alexandre Sormani, da 1ª Vara Federal de Marília, deu prazo de 72 horas para que a União se manifeste sobre a ação da prefeitura de Quintana que cobra a imunização de todos os moradores da cidade.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que foi notificado nesta quinta, (14), e que está se informando sobre o processo para comentar o caso.

“A expectativa é que a decisão saia até a próxima segunda-feira [18], já que se trata de um pedido de tutela provisória de urgência. Esse tipo de coisa não leva muito tempo. O que a gente mais quer é interromper esses óbitos aqui no município de Quintana. É dolorido para todos perder uma criança que era coroinha na igreja. O rapaz que morreu deixou quatro filhos. É uma coisa que choca a população”, destacou o prefeito.

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