Santa Casa de Rondonópolis
Santa Casa de Rondonópolis – Foto: AGORA MT

A Prefeitura de Rondonópolis divulgou ontem (28) uma matéria falando sobre um parto inédito feito pelo médico de plantão e equipe no Pronto Atendimento (PA) de Rondonópolis. A assessoria deixou claro que uma mulher de 30 anos só procurou o PA após ter passado pela Santa Casa de Misericórdia da cidade e ter sido encaminhada para o unidade municipal, já que os médicos estão de greve por salários atrasados.

Só que acontece que a própria Santa Casa havia divulgado que casos como de urgência e emergência seriam mantidos, o que se encaixa quando uma mulher está em trabalho de parto, porém parece que não está sendo cumprido. Segundo a assessoria da Prefeitura a gestante deu entrada na Santa Casa 1h56 e às 2h39 já estava sendo atendida no PA.

O médico plantonista do PA pediu a transferência da gestante por meio do Samu até a Santa Casa, porém mesmo antes da ambulância chegar o bebê nasceu. Ainda foi relatado que nessa mesma semana houve outro caso parecido, só que desta vez, houve tempo do Samu transferir a gestante de volta para a Santa Casa.

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Todos sabem que o PA não tem condições físicas de fazer partos e que isso coloca em risco a vida do bebê e da mãe, por isso que o procedimento é feito pela Santa Casa que recebe recursos do SUS. O repasse que era para ser feito pela Prefeitura de Rondonópolis já foi realizado, mas ainda há atrasos por parte do Governo do Estado e por isso a greve segue na Santa Casa.

Confira na íntegra a nota da Prefeitura

O Pronto Atendimento – PA, mesmo sem ser referência em maternidade, foi o local de um nascimento na madrugada desta quinta-feira (28). A gestante M.C.S., 30 anos, deu à luz uma menina às 4h55 no consultório médico, após chegar ao PA com fortes dores abdominais e dilatação em uma gestação de 38 semanas. M.C.S. somente procurou o PA depois de ir até a Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis.

Conforme dados do prontuário médico, a gestante chegou à Santa Casa à 1h56 e de lá foi encaminhada para o PA. M.C.S. deu entrada no PA às 2h39 e foi prontamente atendida. Como se verificou que a gestante estava em trabalho de parto, a equipe médica solicitou a transferência da paciente por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência – Samu. Mas antes que o transporte pudesse ocorrer, o clínico geral, Fábio de Castro Silva, acompanhado da equipe de enfermagem, precisou realizar o parto.

“Por meio do exame de toque verifiquei que ela estava com dilatação. No mesmo momento, no consultório, pedi para que ela deitasse e junto com a equipe do PA procedemos com o parto. Tanto a mãe, como a menina, passavam bem. Esse foi o segundo parto normal dela. Mesmo sem ser o local adequado tudo ocorreu bem. Mérito de toda a equipe”, relatou o médico.

Após o parto, a mãe e a recém-nascida foram levadas pelo Samu para a Santa Casa, onde permanecem internadas e passam bem. As informações foram repassadas pela equipe da Santa Casa à diretoria do PA ainda nesta manhã de quinta-feira.

Segundo a secretária-adjunta de Saúde e diretora do PA, Katlin Cristina de Oliveira Fernandes, o importante é que tanto a mãe como a bebê passam bem, mas o PA não é o local adequado para a realização de partos. “Mesmo sem ser referência, nossa equipe fez o possível para prestar o melhor atendimento”, destacou.

Esta não é a primeira gestante que chega ao PA em início de trabalho de parto após passar pela Santa Casa nesta semana. Um caso parecido ocorreu na segunda-feira (25), quando uma gestante chegou ao PA em situação semelhante. Porém, neste caso, o Samu teve tempo de retornar com a paciente para a Santa Casa, onde foi feito o parto.

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