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Foto: Divulgação

Uma professora do departamento de Letras, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Alto Araguaia (MT) foi denunciada anonimamente ao Ministério Público acusada de ministrar aulas em dias e horários que não estão regulamentados institucionalmente. Segundo o site local Divisa News, a situação foi tomada com revolta por parte dos acadêmicos que em apoio a professora Cássia Regina Tomanin se manifestaram nas redes sociais.

Conforme o documento protocolado no MP, o denunciante alega que a prática da professora é bastante conhecida na instituição. “Todos os semestres letivos a professora antecipa as aulas do final para o início do semestre com a finalidade de retornar o quanto antes à sua residência, em Votuporanga (SP), onde goza de três meses de férias e não apenas de 45 dias que lhes são conferidos pela legislação vigente,” relata a denúncia.

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Ainda de acordo com o documento, a professora faz referência aos meses de férias em Votuporanga em sua página em uma rede social.

O reclamante ainda acusa a docente de “obrigar” os acadêmicos a assistir aulas nos períodos vespertino, contrariando o horário regulamentado que seria o noturno. “A prática da professora lesa o aluno do direito de frequentar as aulas e implica sua reprovação por falta de frequência às aulas ou pela defasagem de conteúdo ministrado,” denuncia no documento.

Por fim, conforme a denúncia, a professora já teria sido advertida pelos superiores, mas tem continuado com a prática.

O  Ministério Público requisitou ao departamento de Letras que no prazo de 10 dias, apresente esclarecimentos sobre o caso.

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Resolução do Conepe

De acordo com o site Divisa News, os dias e horários que o reclamante denunciam são referentes aos sábados. Contudo segundo uma resolução 054/2011 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Conepe), os sábados são considerados dias letivos:

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A docente

A professora Cássia que atua há 22 anos na Unemat, usou sua rede social para falar sobre a denúncia. Em uma publicação feita no sábado (9) a docente alega que todos os procedimentos feitos por ela são responsáveis e negociados com antecedência. A professora diz que seu maior objetivo é contribuir para a formação e conhecimentos dos alunos e está tranquila quanto ao fato denunciado.

Em uma outra postagem feita ontem (11), Cássia esclarece que a denúncia de obrigar os alunos a frequentaram as aulas fora do horário estipulado a fim de que a docente possa ter um maior período de férias não procede e considerou o reclamante uma pessoa desinformada.

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Redes sociais

Nas redes sociais, acadêmicos, colegas de trabalho e sociedade em geral revoltados com a situação compartilharam mensagens de apoio a docente. Com a hastag #somostodoscassia, as postagens fazem referência a dedicação e ao trabalho da professora.

“É lamentável, em plena formação e informações de saberes de alguns sujeitos, existem pessoas que não consegue lidar e mediar os seus próprios conflitos. O mais importante professora Cassia, é que estamos com você,” disse um internauta.

“Isso é uma inverdade.
Você é uma ótima pessoa e profissional, responsável e de um caráter reto e ilibado.
Nada tirará o seu brilho.
#SOMOSTODOSCASSIATOMANIN”

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