A Polícia Judiciária Civil prendeu dois homens suspeitos de tentativa de latrocínio e latrocínio, ocorridas na semana passada, na zona rural de Nossa Senhora do Livramento (42 km ao Sul). Os suspeitos Joel Moscofmann, 33, e Hamilton Schineider da Costa Filho, 34, conhecido por “Junior”, foram presos em cumprimento de mandado de prisão temporária (30 dias), durante investigações da 1ª Delegacia de Polícia, de Várzea Grande, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva). As prisões foram efetuadas no sábado (07), no município.

O delegado da 1ª DP, Eduardo Rizotto, informou que, na segunda-feira (02) passada, recebeu ocorrência, a princípio de tentativa de homicídio, referente um homem que estava internado no Pronto-Socorro de Várzea Grande. A vítima, Antônio Fogaça de Lima, morador de São José dos Pinhais, no Paraná, foi ferida com um disparo de arma de fogo, na região da nuca, cujo projétil transfixou e ficou alojado na bochecha.

O filho da vítima procurou a Delegacia e também informou que seu irmão, Edinei Santos de Lima, estava desaparecido juntamente com o veículo, um Cruze. Ele contou que o pai e o irmão vieram a Cuiabá para fazer um negócio. Antônio, supostamente teria sofrido uma emboscada, e o irmão poderia estar em poder dos bandidos, assim como veículo.

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Na apuração, a Polícia Civil descobriu que as vítimas vieram a Mato Grosso para aplicar o golpe da “máquina de dinheiro”, que consiste em enganar vítimas, usando papel em branco, água com corante e algodão para fabricar cópias das cédulas.

Ludibriadas, as pessoas acreditavam que podiam multiplicar o dinheiro usando a tal máquina e os golpistas, para a suposta fabricação do dinheiro, pediam grandes quantias para triplicar o valor e acabam ficando com o dinheiro verdadeiro. “De uma cédula verdadeira falavam que faziam sete idênticas falsas”, disse o delegado.

O golpista, que já responde por crimes de estelionato no estado do Paraná, foi apresentado em São José dos Pinhais (PR) a Joel Mascofmann, morador de Blumenau, em Santa Catarina, onde também responde por crime de latrocínio. Antônio disse que precisava de uns “clientes” e Joel falou que conhecia umas pessoas em Mato Grosso.

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Antonio e Joel vieram para Cuiabá no dia 11 de abril. Aqui conheceram Hamilton Schineider da Costa Filho, o “Junior”, que foi até o hotel onde Antônio ficou hospedado para conhecer como funcionava a fabricação de dinheiro. No final de abril, Antonio e o filho Ednei Santos Lima, retornaram a Cuiabá no veículo Cruze branco, e Joel veio em uma caminhonete branca.

No dia 29 de abril, o Ednei ficou aguardando no centro de Cuiabá, enquanto o pai seguiu com Hamilton, o “Junior”, em um Uno Preto, acompanhados de Joel, na caminhonete, até uma chácara em Nossa Senhora do Livramento, onde o suposto negócio seria consolidado.

No meio do caminho, Antônio foi obrigado a descer do veículo, ajoelhar e recebeu um tiro na nuca, que transfixou e o projétil ficou alojado na bochecha. Acreditando que ele estava morto, os dois suspeitos roubaram a aliança e a carteira. Depois foram embora, deixando o corpo caindo em uma região de mato, à beira da estrada. Antônio conseguiu se levantar e pedir ajuda para um sitiante, que o levou até o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande.

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Na sexta-feira (06), o corpo do filho Edinei Santos Lima foi descoberto na localidade do assentamento Caninana, em Nossa Senhora do Livramento, com sinais de tortura, pois a vítima estava sem as pontas dos dedos. O laudo de necropsia ainda apontará a causa da morte, em razão do estado avançado de decomposição do corpo não ter sido possível visualizar perfurações de projeteis.

O delegado Eduardo Rizotto disse que os dois presos negam a morte, mas as investigações apontam que o suspeito Hamilton Schineider da Costa, conhecido por Junior, um dia antes descobriu o golpe e junto com Joel resolveram matar Antonio e o filho para ficar com a máquina de dinheiro ou por ter sido enganado. “Pelas câmeras do hotel identificamos Junior, que é um sujeito perigoso em Várzea Grande”, disse o delegado, que também apura a modalidade do golpe que seria aplicado pelas vítimas, configurado como atos preparatórios, a princípio, pois não chegou a ser consolidado.

O suspeito, Hamilton Schineider da Costa, o Junior, tem passagens por roubo a banco e ligação com organizações criminosas.

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