Em quase todos os municípios de Mato Grosso a quantidade de vacinas disponibilizadas para o Grupo de Risco ainda não foi suficiente. Em Rondonópolis e Jaciara por exemplo, foram disponibilizadas pouco mais de 50% da quantidade de vacinas necessárias aos municípios.

Pessoas na fila para tomar a doze da vacina H1N1 - Foto: Varlei Cordova/ AGORA MT
Pessoas na fila para tomar a doze da vacina H1N1 – Foto: Varlei Cordova/ AGORA MT

Em vários Postos de Saúde de Rondonópolis mesmo com a chegada da nova remessa de 15% a vacina acabou em poucas horas, deixando mães e integrantes do grupo de risco desesperados. Em Jaciara, após duas mortes confirmadas, a preocupação foi tanta que várias pessoas que teriam direito a vacina tiveram que se deslocar para o município vizinho e passar a noite na rua para se vacinar em clínicas particulares.

Por outro lado, dados repassados a equipe do site AGORA MT, pelo Ministério da Saúde constatam que 91% das vacinas já foram entregues ao Estado e que até amanhã (11), uma nova remessa de 9% será enviada totalizando 100% dos lotes, o que significa um número de vacinas suficientes para todo o grupo de risco de Mato Grosso.

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A Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Saúde nega que essa quantidade de vacina tenha sido entregue para Mato Grosso. Ainda segundo informações, até a sexta-feira (06), Mato Grosso havia vacinado apenas 271.772 pessoas contra o vírus influenza, popularmente conhecido como gripe H1N1, o que representa 38,9% da meta estabelecida.

Em números, para o Ministério já foram entregues 682.500 doses da vacina, já para Estado somam apenas 509.951 doses, o que gera uma diferença de mais de 150 mil doses até o momento.

SEGURANÇA

A vacina contra a gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.  Neste ano, até 30 de abril, foram registrados 2.467 casos de influenza de todos os tipos no Brasil. Deste total, 2.085 por influenza A (H1N1), sendo 411 óbitos.

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GRUPO DE RISCO

Durante o período da campanha devem ser imunizadas crianças menores de cinco anos, gestantes, puérperas, idosos, indígenas e pessoas com comorbidades, as quais têm mais risco de ter complicações graves em decorrência da influenza. Além disso, também fazem parte do público alvo profissionais da saúde, pessoas privadas de liberdade e profissionais do sistema prisional.

Vale salientar ainda a necessidade da vacinação acontecer apenas para os grupos prioritários, que são o alvo da campanha. A limitação precisa ser respeitada, para que não haja falta das vacinas.

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