A presença da Polícia Federal (PF) na Prefeitura de Rondonópolis na última terça-feira (3) deixou muita gente ‘de cabelo em pé’ e gerou muita especulação entre os cidadãos rondonopolitanos. Conforme informações de pessoas ligadas à Prefeitura, a passagem dos policiais federais nesta semana ao local foi motivada por uma investigação iniciada em 2009 para apurar um suposto esquema de desvio de medicamento.

Durante o tempo em que esteve no órgão, a Polícia Federal esteve analisando documentos e ouvindo alguns funcionários sobre a compra de medicamentos referente a gestão anteriores.

Em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Federal para confirmar o fato, fomos informados que o caso segue em sigilo para não atrapalhar nas investigações. Ainda segundo a assessoria, a Polícia Federal esteve na Prefeitura apenas para diligências e afirmou que não houve cumprimento de mandado de busca ou prisão.

Na época em que um suposto caso de desvio de medicamentos foi denunciado, uma funcionária pública que era responsável pelo Almoxarifado da Saúde acabou sendo detida e ouvida pelas autoridades competentes. Ela passou a ser investigada no suposto esquema acusada de antecipar a entrega de medicamentos antes do processo licitatório.

Leia também:  Modo de encantar clientes da Disney será tema de palestra da CDL

A funcionária indiciada responde o caso em liberdade e está lotada em um PSF do município. Procurada pela nossa equipe, a servidora disse que não pode falar sobre o caso devido o processo correr em segredo de Justiça. “Tudo o que tenho que falar já falei com a PF, já sabia que eu ia responder a um inquérito porque eu fui indiciada. Eu fui intimada, eu vou responder de novo, se a Justiça entender que sou culpada, eu vou ter que pagar pelas consequências dos fatos se é que eles existem”, disse a servidora.

A servidora teria, conforme informado por uma fonte a nossa equipe, entregue os nomes dos envolvidos no desvio de verba destinada a saúde. Contudo, a Polícia Federal não confirmou o fato. Já a investigada confirmou apenas que ela e mais 30 funcionários devem ser ouvidos a partir do dia 7 de junho, o que recebeu de forma positiva. “Acho interessante porque não há nada,” argumentou a servidora.

Leia também:  Cursinho Força e Honra oferece aos alunos palestra com Paulino Yoshida

A funcionária que se declara inocente acredita que as averiguações iniciaram devido a empresa já ser investigada pela prática inidônea em outros municípios. “Nunca teve entrega antecipada de nada, aqui em Rondonópolis não acontecia isso e o que ocorria a Polícia Federal já sabe, como em outros municípios pode ser que acontecia com a empresa, entendeu-se que em Rondonópolis era da mesma forma,” disse a acusada.

Quanto aos valores depositados em sua conta bancária, a servidora disse que o dinheiro é proveniente da venda de cartas precatórias, tendo inclusive, comprovado o fato na Câmara com extratos de cheques.

Sobre o fato na Prefeitura, a servidora argumenta que não há nada novo no processo.

Leia também:  Ministros participam de inauguração na Santa Casa

A Operação Saúde

Conforme as investigações, empresas envolvidas no esquema venciam as licitações, oferecendo preços baixos em pregões presenciais em municípios de pequeno e médio porte. Em alguns casos, a licitação já estava direcionada para as empresas envolvidas em esquema. Os suspeitos, segundo apurado pela Polícia Federal, atuavam no desvio de verbas públicas federais destinadas à compra de medicamentos e matérias do setor de saúde por Prefeituras Municipais.

Na época em que as investigações iniciaram, estava à frente da Prefeitura, José Carlos do Pátio. Nossa equipe entrou em contato com a assessoria de Pátio para falar sobre o assunto, contudo não obtivemos resposta até o fechamento desta matéria.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.