As vendas dos combustíveis comercializados nos postos em Mato Grosso continuam a superar as expectativas. No acumulado do ano até maio, o crescimento supera a média registrada no Brasil. Mas na comparação entre abril e maio houve queda.

Na variação de janeiro a maio, o consumo de gasolina aumentou 5,5%, passando de 238 para 251 milhões de litros. Já consumo nacional deste produto teve aumento de 2,5%. De abril (51,6 milhões de litros) para maio (50,9 milhões de litros), teve decréscimo de 1,38%.

Com relação ao etanol hidratado, Mato Grosso comercializou 244 milhões de litros em 2016 contra 260 milhões em 2015, com queda de -6,2%. Os dados apontam que o consumo de etanol pelos brasileiros caiu -13,6%, ou seja, 2 vezes mais que em Mato Grosso. Esses dados demonstram também a preferência pela gasolina. De abril para maio, a queda foi de 3.8%. Em abril, as vendas alcançaram 49,3 milhões de litros, já em maio, foram 47,4 milhões de litros.

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As vendas de óleo diesel passaram de 1,058 para 1,081 bilhão de litros. Com 2,1% de acréscimo, Mato Grosso segue na contramão do consumo brasileiro que apresentou um declínio de -4,9%. Comparando maio que, vendeu 191,3 milhões de litros, a abril, quando se comercializou 193,2 milhões de litros, a queda foi de 0,94%.

Considerando a soma do consumo de gasolina e etanol, os dois produtos utilizados em veículos flex, o volume vendido no acumulado até maio em Mato Grosso caiu apenas 0,63, enquanto o consumo brasileiro teve um decréscimo de 2, 15%.

Já na soma de todos os produtos (etanol hidratado, gasolina C, diesel, gasolina de aviação, querosene de aviação, GLP, óleo combustível e querosene iluminante) monitorados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), há declínio de 4,4% no consumo brasileiro, enquanto que, em Mato Grosso, a perda é de apenas -0,7%.

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Na avaliação do diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares Junior, “os efeitos da crise econômica são menos nocivos se comparados ao resultado do mercado brasileiro e o agronegócio pujante no estado é um dos fatores que mais impulsiona as vendas”.

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