Foto: Rafael Neddermeyer
Foto: Rafael Neddermeyer Terr

A Agência de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) autorizou nesta segunda-feira o primeiro teste de uma vacina experimental contra o vírus da zika em humanos.

“Estamos orgulhosos por termos obtido a aprovação para iniciar o primeiro estudo de uma vacina contra a zika em humanos”, anunciou em comunicado o presidente da farmacêutica Inovio, responsável pelo teste junto com a companhia GeneOne Life Science.

A vacina, denominada “GLS-5700”, demonstrou induzir eficazes respostas de anticorpos e células T (responsáveis por coordenar a resposta imune celular) em modelos com animais, de modo que agora passará a uma nova fase na qual seu efeito será testado em 40 pessoas voluntárias saudáveis.

O estudo avaliará sua segurança, tolerância e imunogenicidade (capacidade que o sistema imunológico tem de reagir a um antígeno).

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“Planejamos administrar a vacina em nossos primeiros voluntários nas próximas semanas e esperamos informar sobre os resultados provisórios mais adiante neste ano”, explicou a empresa farmacêutica no texto.

A Inovio e a GeneOne desenvolvem esta vacina em parceria com acadêmicos dos Estados Unidos e do Canadá com os quais trabalharam anteriormente nas doenças do vírus do ebola e da síndrome respiratória por coronavírus do Oriente Médio (Mers).

No último dia 9, o Instituto de Pesquisa Walter Reed (WRAIR), do exército dos Estados Unidos, anunciou que está realizando testes pré-clínicos com uma vacina contra a zika que planeja começar a testar em humanos antes do final do ano.

Os cientistas do WRAIR, maior centro de pesquisa biomédica do Departamento de Defesa dos EUA, trabalham no desenvolvimento de teste pré-clínicos de uma vacina junto com especialistas do Centro Médico Beth Israel Deaconess (Boston).

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Os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) monitoram atualmente a transmissão do vírus da zika em 39 países e territórios das Américas, em 8 da Oceania e das ilhas do Pacífico e em um de Cabo Verde.

Até o momento, os CDC detectaram nos EUA mais de 600 casos de zika, embora não haja indícios de que tenham sido gerados dentro do país pela picada do mosquito que transmite o vírus.

O atual surto de zika, que afeta principalmente a América Latina e o Caribe, é considerado uma emergência de saúde global pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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