A compra e venda legal de maconha começa em julho no Uruguai, mas apenas 50 das 1,2 mil farmácias do país irão participar de sua implementação.

Foto: Rick Wilking/Reuters)
Foto: Rick Wilking/Reuters)

As três grandes organizações que representam as quase 1,2 mil farmácias argumentam que muitas farmácias do interior do país consideram que a venda de maconha em seus estabelecimentos poderia afetar a imagem diante dos clientes com valores mais tradicionais, dado que estes não veem com bons olhos o consumo da maconha de forma legal.
Segundo o presidente da Associação de Farmácias do Interior, Fermín Arguiñarena, há muitos estabelecimentos “que não querem ser os primeiros” a vender maconha. No entanto Arguiñarena estima que, uma vez que comece a venda, “com certeza mais estabelecimentos vão se inscrever”.
Além disso, o presidente do Centro de Farmácias do Uruguai, Jorge Suárez, destacou que há pessoas que opinam que “uma farmácia serve para curar e não para adoecer”.
Outro motivo destacado por duas das três organizações é que, no momento que finalizou o período de inscrição para a venda de maconha, havia estabelecimentos que não cumpriam com as condições exigidas no âmbito sanitário ou de segurança, apesar de terem a intenção de participar do plano desde o início.
Insegurança
Outro argumento que explicaria a baixa adesão ao projeto se encontra na insegurança.
Segundo o presidente da Câmara Uruguaia de Farmácias, Gonzalo Miranda, alguns estabelecimentos localizados em áreas de venda de drogas declararam ter recebido ameaças de traficantes, que consideram que a comercialização legal da maconha pode afetar seus negócios ilegais.
Um dos argumentos do governo para aprovar a lei que permite a compra e venda legal de maconha é precisamente a luta contra o narcotráfico.
Na avaliação do pró-secretário da presidência uruguaia e presidente da Junta Nacional de Drogas, Juan Andrés Roballo, o número de 50 farmácias inscritas é suficiente para iniciar uma etapa-piloto da implementação da lei.
Além disso, o governo prevê que, à medida que comece a venda legal nas farmácias, o número de estabelecimentos participantes irá aumentar.
Para poder comprar maconha, os usuários deverão se registrar previamente no sistema e terão acesso a 10 gramas da droga por semana e um máximo de 40 por mês.
Apesar do preço de venda ainda não ter sido estipulado, a estimativa é que a grama poderá ser adquirida pelo equivalente a cerca de R$ 4.

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