A Polícia Judiciária Civil indiciou três pessoas no inquérito policial que apurou crimes de estelionato, falsificação de documentos público e particular, e uso de documento falso, cometidos no município de Itiquira (357 km ao Sul), contra o Banco do Brasil, um fazendeiro e a administração pública.

Os golpistas usavam nomes e documentos falsos para acesso a créditos rurais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), voltado a beneficiar agricultores familiares com juros baixos.

A investigação, conduzida pelo delegado Santiago Rozeno Sanches e Silva, titular da Delegacia da Polícia Civil de Itiquira, foi encaminhada na semana passada ao Fórum da Comarca. O trabalho evitou prejuízo de cerca de R$ 500 mil ao Banco do Brasil, principal vítima da quadrilha.

No inquérito policial, o suspeito Ronaldo Luiz Vieira Campos, apontado como articulador do esquema, se juntou a Marcílio Bruno Medeiros e Antônio Carlos da Silva, para obtenção de empréstimos rurais fraudulentos, destinados a beneficiar pessoas que não possuem direitos aos créditos, uma vez que os tomadores dos empréstimos utilizavam documentos falsos para aquisição.

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Conforme o delegado, contador Ronaldo Luiz Vieira Campos montou uma empresa de consultoria destinada à prática do crime. “Ele usava dados falsos de seus clientes para falsificar contratos de arrendamento rural, bem como falsificava documentos como notas fiscais cédulas de identidades e CPFs e outros necessários a consumação do crime, cobrando em contrapartida uma prestação do valor ilícito obtido junto ao banco”, explicou.

Entre os meses de março e abril de 2014, o indiciado Ronaldo falsificou quatro contratos de arrendamentos de imóvel/cartas de anuência de um fazendeiro da região, que foi ex-cliente dos serviços de contabilidade do suspeito. Nos contratos, a vítima cedia frações de sua propriedade para que quatro pessoas explorassem suas terras, sendo os nomes Wagner Roberto Saigon, Ronicley Fidelis de Oliveira, Tarcílio de Souza Amaral e Antonio Carlos da Silva, todos falsos.

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A Polícia Civil descobriu que tais pessoas não existiam e três dos nomes (Wagner, Ronicley e Tarcílio) apareciam em contratos registrados no Cartório de 2º Ofício de Itiquira. Essas pessoas também  conseguiram abrir cadastros rurais e abriram contas no Banco Brasil de Itiquira, sendo que apenas Tarcílio conseguiu empréstimo de R$ 99 mil. As demais somente não conseguiram os créditos devido a descoberta do golpe pelo Banco.

No dia 24 de abril de 2016, uma nova tentativa de golpe foi registrada. O suspeito Antônio Carlos da Silva apresentou contrato de arrendamento falsificado para registro no Cartório de 2º Ofício. A fraude foi detectada pelos por dois tabeliões  e assim, o suspeito não conseguiu efetivar o cadastro junto ao Banco do Brasil para aquisição de empréstimo rural.

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A Polícia Civil apurou que Tarcílio de Souza Amaral é pessoa inexistente e trata-se do indiciado Marcílio Bruno Medeiros, que usou documentos falsos (RG e CPF) fornecidos pelo comparsa Ronaldo Luiz Vieira Campos, para efetivar empréstimo de R$ 99 mil junto ao Banco do Brasil. Ele teria repassado a quantia de R$ 22 mil para Ronaldo, em contraprestação aos serviços prestados de falsificação de documentos.

Em relação  aos nomes Wagner Roberto Saigon e  Ronicley Fidelis de Oliveira, também são pessoas que não existem e não foi identificado o verdadeiro nomes das pessoas utilizaram os documentos falsos.

Há registro de novo golpe praticado dentro da mesma modalidade pelo indiciado, Ronaldo Luiz Vieira Campos, no município de Pedra Preta.

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