Foto: Saul Martinez / Reuters
Foto: Saul Martinez / Reuters

Pelo menos 13 pessoas morreram nesta segunda-feira (18) em um confronto generalizado na Colônia Agrícola Penal Pavón, na cidade de Fraijanes, na Guatemala, entre elas o capitão Byron Lima, que cumpria 20 anos de prisão pelo assassinato do bispo católico Juan Gerardi em 1998, e uma mulher de nacionalidade argentina.

O ministro de Interior guatemalteco, Francisco Rivas, disse que o ataque no setor nove da Colônia Agrícola se originou com uma granada lançada contra Lima.

O ministro explicou que o ataque foi motivado por um conflito pelo controle do presídio entre os grupos de Lima, cujo corpo foi encontrado com fragmentos da bomba e dois disparos de bala, e do narcotraficante Marvin Montiel Marín, conhecido como “El Taquero”.

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“El Taquero”, que será transferido junto com outros 25 detentos envolvidos na conflito a outros centros penitenciários, cumpre uma pena de 820 anos de prisão pelo massacre de 16 turistas, 15 de origem nicaraguense e um holandês.
Rivas explicou que as autoridades já tomaram o controle da prisão e acrescentou que, dos 13 corpos, cinco já foram transferidos ao necrotério da capital, enquanto os outros oito permanecem no centro penitenciário.

Foto: Moisés Castillo / AP Photo
Foto: Moisés Castillo / AP Photo

Entre os mortos, quatro foram decapitados, um calcinado e três morreram por ferimentos de bala, e pelo menos dez pessoas que não foram identificadas ficaram feridas.

Nesta segunda-feira, pelo menos 125 pessoas, entre elas crianças e mulheres grávidas, se encontravam no interior da prisão visitando seus parentes, mas todas foram retiradas a tempo.

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Lima, um dos detentos mais conhecidos da Guatemala, foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de Gerardi, assim como seu pai, o coronel reformado do exército Byron Lima Estrada e o sacerdote Mario Orantes, que já estão em liberdade, e também Obdulio Villanueva, que acabou assassinado em 2003 durante um motim no presídio.

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