Atenção redobrada para riscos de acidentes com cobras, aranhas, escorpiões e taturanas durante as férias. O alerta é da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MT), já que não houve nenhuma alteração quanto à distribuição de soro antiofídico nos meses de junho e julho. A falta do imunobiológico ocorre devido ao adiamento do cronograma de entrega ao Ministério da Saúde, por parte dos laboratórios produtores. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificações (SINAN) apontam os seguintes registros de acidentes com animais peçonhentos no estado, de 2013 até janeiro de 2016: abelha (55), aranhas (111), escorpião (547), lagarta (06) e serpente (1.168).

A orientação é ter cuidado para evitar acidentes com esses animais, principalmente quem viajar a lazer para áreas de mata durante esse período. Ao caminhar, é importante utilizar calçados adequados, como botas, e evitar os períodos de amanhecer e entardecer do dia, quando as cobras procuram alimentos. Também é importante ter atenção ao recolher galhos do chão e subir em árvores, já que os animais buscam abrigo e se escondem nestes locais.

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Com o desabastecimento, os soros antibotrópico (pentavalente), anticrotálico (SABC) e antiaquético (SABL) não serão distribuídos aos estados. De acordo com a gerência de Vigilância em Agravos Imunopreveníveis da SES-MT, desde 2013 Mato Grosso vive esse cenário de desabastecimento dos soros antiveneno, com uma redução mensal de mais de 50% na quantidade repassada pelo Ministério da Saúde.

Foto: Reprodução
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A gerente de agravos imunopreveníveis da SES-MT, Cláudia Soares, destaca que o estoque está muito crítico em relação ao soro antiofídico e isso não ocorre só em Mato Grosso. “Há um desabastecimento nacional, em função de problemas na produção desses soros. Até o mês de maio, recebemos o soro na rotina numa quantidade menor. Porém, nos próximos meses, a situação tende a piorar porque o Ministério da Saúde não distribuirá as doses para os estados”.

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Ela explica ainda que os municípios estão sendo orientados, por meio de Nota Técnica, a utilizar de forma adequada o soro antiveneno, seguindo as instruções do protocolo clínico. “Além disso, os municípios devem inserir todos os casos de acidentes por animais peçonhentos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), pois ele é a fonte oficial utilizada pelo Ministério da Saúde para a previsão do quantitativo de soro a ser distribuído ao estado”, acrescenta a gerente.

Diante do desabastecimento e das características geográficas e sazonais do estado, a gerência de Vigilância em Agravos Imunopreveníveis utilizará o estoque atual de soro antiveneno de forma que cada região receba um quantitativo mínimo, além de manter na rede de frio central um estoque estratégico mínimo para atender os casos notificados.

Soros

Os soros antivenenos são fornecidos ao Ministério da Saúde pelos laboratórios produtores oficiais brasileiros, como o Instituto Butantan, Instituto Vital Brazil (IVB), Fundação Ezequiel Dias (Funed) e Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI).

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De acordo com o Ministério da Saúde, desde 2013 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exigiu dos laboratórios o cumprimento das normas definidas por meio das Boas Práticas de Fabricação (BPF), o que levou à necessidade de adequações e reformas nos parques industriais e, consequentemente, interrupção na produção dos soros.

Entre as justificativas apresentadas pelos laboratórios para a constante reprogramação dos cronogramas de entrega, estão a assinatura do contrato em 2016, greve de funcionários, furto de animais, problemas no abastecimento de matérias-primas e na produção.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que acompanha rotineiramente os cronogramas de entrega dos soros antivenenos e que está em contato com os laboratórios na tentativa de antecipação das futuras entregas de antivenenos. (Com Assessoria)

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