Foto: Agepen/ Divulgação
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A ressocialização de detentos em Ponta Porã, cidade a 326 km de Campo Grande, passa também pela produção de verduras e legumes para doações. A horta é cultivada no Estabelecimento Penal Masculino de Regimes Semiaberto, Aberto e de Assistência aos Albergados.

Escolas públicas e entidades assistenciais da cidade, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), contam com as doações do trabalho dos detentos para oferecer alimentação equilibrada.

A produção dos legumes e verduras é feita por 13 detentos. Os agentes penitenciários ficam responsáveis por guiar os trabalhos. Os insumos para a horta são doados por colaboradores como a Pastoral Carcerária e Conselho da Comunidade. União que faz muita diferença.

Foto: Agepen/ Divulgação
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As verduras e legumes são fundamentais para enriquecer o cardápio na Apae. “As crianças adoram verdura. Felizmente a gente consegue oferecer o que elas gostam e ajuda o organismo. Esse tipo de comida aumenta a imunidade”, diz Verônica Alves da Silva, coordenadora pedagógica da Associação.

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Além de colaborar para uma alimentação saudável, as hortaliças ajudam a diminuir os gastos das instituições, garante a coordenadora pedagógica da Apae. “Tenho 300 pessoas atendidas aqui. Imagina só se eu fosse comprar esse tipo de comida pra todas elas? Então é um dinheiro que eu economizo.”
De acordo com a Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen), a procura por doações de legumes e verduras é grande em todas as cidades que contam com o cultivo em estabelecimentos penais.

O projeto faz parte da lei de execução penal. Para cada três dias trabalhados os detentos têm descontado um dia da pena. “Fazendo isso o preso se sente bem. Ele sabe o que é ajudar alguém. Sem falar que se ele não tiver uma profissão já vai aprender uma”, diz Ailton Stropa, diretor-presidente da Agepen.

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