Um estudante do Piauí passa o dia puxando carrinho pelas ruas de Teresina para catar lixo e com esse dinheiro sustentar a família e pagar os estudos. Claro que isso não é boa notícia, mas a garra dele deve servir de inspiração.

João Francisco Oliveira Nery, 35 anos, cata garrafas pet, copos descartáveis e latinhas para gerar renda e ajudar a esposa no sustento da casa e do filho de um ano e seis meses.

Foto: Fernando Brito/G1
Foto: Fernando Brito/G1

Conhecido como “João do Lixo”, ele desistiu dos quatro anos do curso de fisioterapia para encontrar na lixeira o dinheiro que precisava para sustentar a família e pagar outra faculdade.

“Eu encontro o meu sustento naquilo que as pessoas jogam fora. É como se as pessoas jogassem dinheiro no lixo. Porque o lixo dos outros é o dinheiro que me sustenta”, disse ao G1.

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João apura R$ 1,50 para cada quilo de latinha, e R$ 0,40 para cada quilo de plástico. Parte do material recolhido é vendido para a Prefeitura de Teresina e o outro levado para Fortaleza, onde é reciclado.

Além do trabalho nas ruas, João também é contratado para manter limpo o ambiente de festas e grandes eventos.

“Eu espalho lixeiras nos locais de festa para que pessoas joguem o material dentro do lixo. Mas infelizmente as pessoas ainda não têm a consciência de jogar lixo no lixo. Por isso, recolho também o material do chão”, contou.

Hoje com o que ganha do recolhimento e venda dos materiais, João paga o curso de Engenharia Ambiental e Sanitária em uma faculdade particular de Teresina.

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