O preço do milho no mercado físico brasileiro fechou a semana com uma alta acumulada de 8%, maior ganho semanal desde meados de janeiro, valorizando-se mesmo em um período de colheita intensa, apontou nesta sexta-feira (22) o Cepea, centro de pesquisa de mercado ligado à Universidade de São Paulo.

“Com baixos estoques e temendo encarar novamente um cenário difícil como o verificado no primeiro semestre, compradores voltaram ao mercado. A oferta, no entanto, ainda está limitada, visto que muitos produtores estão retraídos”, destacou o Cepea, em relatório semanal.

Segundo a pesquisa, os negócios realizados seguem pontuais, ocorrendo de acordo com a necessidade dos compradores, que acabam aceitando a pressão de alta das cotações.

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O indicador Esalq/BM&FBovespa, usado como referência do mercado e das operações em bolsa, fechou esta sexta-feira em R$ 47,39 por saca, alta acumulada de 8,05% na semana.
As cotações já começam a se aproximar da máxima nominal histórica, de R$ 53,91 por saca, registrada em 2 de junho, quando a colheita da segunda safra de milho do país ainda estava começando e não havia chegado com força ao mercado.

Mato Grosso e Paraná, os dois maiores estados produtores de milho do país estão em plena colheita, mas a produtividade tem sido decepcionante em muitas regiões, em decorrência do clima adverso.

A segunda colheita brasileira de milho de 2016, também conhecida como “safrinha”, deverá somar 45,17 milhões de toneladas, segundo projeção divulgada nesta sexta-feira pela consultoria Safra & Mercado, 26% abaixo da estimativa inicial.

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“Cooperativas e cerealistas relatam pouca disponibilidade do cereal para comercialização, visto que produtores têm optado por aguardar valores maiores, visando equilibrar as perdas das lavouras”, destacou o Cepea.

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