Foto: reprodução/ilustrativa
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Quem gosta de acompanhar o cenário político, neste ano de 2016 deve estar achando tudo muito diferente, pois já estamos em julho e não se sabe quem são os candidatos e nem há qualquer movimentação política nas ruas.

Temos essa sensação, pois em 2012, por exemplo, neste período já sabíamos, a pelo menos 10 dias, quem eram os candidatos a prefeito e a vereador em cada munícipio, considerando que o período para registro de candidatura se encerrou naquele ano em 05 de julho.

A explicação para essa sensação de calmaria é que para as eleições deste ano as convenções somente ocorrerão entre 20 de julho a 05 de agosto conforme artigo 8º da Lei 9.504/1997 (em 2012 as convenções foram do dia 10 ao dia 20 de junho), sendo que o prazo para o registro de candidatura se encerra somente em 15 de agosto, nos termos do artigo 11º da Lei 9.504/1997.

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Ao fazer uma análise da região Sul do nosso Estado, pode-se dizer que na maioria das cidades ainda não se tem pré-candidatos certos ou definidos, há somente indícios de quem serão os pretensos concorrentes, mas não há qualquer declaração oficial de que este ou aquele irá lançar seu nome nas convenções municipais.

É importante ressaltar que essa indecisão vai exigir muito mais empenho dos marqueteiros, da assessoria jurídica e da assessoria contábil, pois, os aspirantes a prefeito somente montarão suas equipes aos 45 minutos do segundo tempo, deixando pouco tempo para que as equipes se alinhem e tomem conhecimento da real situação do seu candidato.

Outro aspecto importante nestas eleições é que, diferente dos outros anos, os candidatos, após terem registrados suas candidaturas, não poderão esperar muito para fazer os lançamentos oficiais.

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Quem entende de política sabe bem do que estou falando. Em outras eleições, mesmo o candidato já tendo o seu registro de candidatura efetivado, esperava-se dias ou até semanas para lançar oficialmente sua candidatura, isso porque tinha-se 90 dias entre o registro de candidatura e o dia da eleição para realizar a propaganda eleitoral.

Neste ano certamente vai ser diferente. Contando do primeiro dia permitido para a propaganda eleitoral, até a véspera das eleições, teremos somente 45 dias, o que importa em dizer que, aquele candidato que demorar para “colocar a campanha na rua” vai sair em desvantagem, e não terá prazo para recuperar o tempo perdido.

Faço ainda um alerta aos pretensos candidatos, pois em que pese a propaganda eleitoral já estar permitida a partir do dia 16 de agosto (artigo 36 da Lei 9.504/97), vale lembrar que, somente é permitida a realização de propaganda eleitoral que importe em gasto de campanha, quando o candidato: 1) obtiver o CNPJ de campanha disponibilizado pela Receita; 2) abrir conta bancária com o referido CNPJ e 3) tiver recebido doação em dinheiro.

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Em resumo, todas as nuances acima apontadas: indefinição nas candidaturas, falta de organização da equipe e pouco tempo de campanha, levam a crer que a calmaria atual se transformará em uma grande tempestade após o período do registro de candidatura, sendo que, aquele pré-candidato que puder se organizar desde já, larga em vantagem e como diz o velho ditado: quem chega primeiro, bebe água limpa.

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